
O Piauí registrou, de janeiro a setembro de 2026, a menor área queimada para o período desde o início da série histórica consolidada do MapBiomas. Foram 412,8 mil hectares atingidos pelo fogo, contra 653,6 mil hectares no mesmo intervalo de 2025, uma redução de 36,84%, equivalente a 240,8 mil hectares a menos. O levantamento considera tanto a vegetação primária quanto a secundária, permitindo uma avaliação abrangente da área atingida pelos incêndios. Os dados são do MapBiomas/Monitor do Fogo, com acompanhamento da Coordenação de Geociências (CGEO) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).
A redução representa uma área equivalente a aproximadamente 337 mil campos de futebol, considerando como referência um campo oficial de 7.140 metros quadrados. É uma dimensão que ajuda a traduzir o impacto do resultado para a preservação da vegetação e dos ecossistemas piauienses. O desempenho de 2026 também se destaca na comparação com os anos anteriores. No mesmo período de 2021, o estado havia registrado 1,044 milhão de hectares queimados. Em 2023, foram 723,2 mil hectares; em 2024, 640,2 mil; e, em 2025, 653,6 mil hectares.

Para o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Feliphe Araújo, o resultado reforça a importância do trabalho preventivo e da atuação integrada no enfrentamento aos incêndios florestais. “Alcançar a menor área queimada da série histórica é um resultado importante para o Piauí e demonstra a relevância de investir em prevenção, capacitação e resposta rápida aos incêndios. Estamos fortalecendo as brigadas municipais, ampliando o treinamento e trabalhando em parceria com os municípios e as instituições de combate ao fogo. Nosso compromisso é proteger a vegetação, a biodiversidade e as comunidades piauienses”, destacou.

A Semarh vem ampliando as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, com fortalecimento das brigadas municipais, capacitação de agentes, monitoramento dos focos de calor e articulação com órgãos estaduais e municipais. A estratégia busca reduzir os danos ambientais e aumentar a capacidade de resposta durante o período mais crítico de estiagem. Embora o resultado represente um avanço, o monitoramento permanece essencial para orientar as ações de prevenção e controle do fogo, especialmente nos meses de maior risco de incêndios no estado.

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