
Operações policiais deflagradas em 2026 identificaram a venda de diplomas e certificados falsos em cinco estados, com documentos que circulam com o nome de instituições de ensino. Sem um meio de conferência pública, a instituição não tem como mostrar, no momento da dúvida, que um certificado é verdadeiro.
Os casos ocorreram na Bahia, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, na Paraíba e em Goiás. Em 12 de agosto, a Polícia Federal (PF) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na Operação Canudo, contra um grupo suspeito de falsificar e vender diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos para ingresso e transferência em cursos de medicina. Segundo as informações divulgadas, ao menos 45 pessoas já inscritas em conselhos como médicos teriam comprado documentos fraudados para obter o registro profissional.
Em 27 de maio, a Operação Libellum Falsum cumpriu dez mandados de busca em Cabo Frio (RJ) e Monteiro (PB). A PF apura o uso de certificados de ensino fundamental e médio para obter registros profissionais de vigilantes. Segundo a PF, os documentos tinham aparência legítima, com reconhecimento de firma e publicação em Diário Oficial. O Conselho Estadual de Educação da Paraíba suspendeu as atividades da escola apontada como emissora. Em março, a Polícia Civil de Goiás deflagrou nova fase da Operação Escola de Papel, em Aparecida de Goiânia, contra a venda de certificados do ensino médio e de diplomas de faculdade a pessoas que nunca frequentaram aulas.
"Quando um certificado falso aparece, a primeira pergunta vai para a instituição: esse documento foi emitido por vocês? Sem uma página de validação, a resposta depende de procurar em arquivo e planilha. Um QR Code só serve se estiver ligado ao registro real do certificado. Por isso o Expedita foi desenhado para que cada documento nasça de um cadastro validado", afirma José Ricardo F. Veiga, gerente de projetos da Noah Tecnologia, empresa idealizadora do Expedita, plataforma de emissão e validação de certificados e declarações para instituições de ensino.
Como funciona
Segundo a empresa, a plataforma opera por qualquer navegador web, sem instalação de programas, e atende escolas, faculdades e empresas de treinamento. A instituição importa a lista de concluintes por planilha, e o sistema aponta, linha a linha, erros em CPF, datas e campos obrigatórios antes da emissão. Os certificados saem em lote, em arquivo ZIP, a partir de modelos personalizáveis, cada um com um QR Code e código de validação únicos. Quem recebe o documento confere os dados em uma página pública, sem login. A empresa informa que cada instituição mantém suas informações em banco de dados próprio, com servidores no Brasil, e que o acesso é dividido em perfis de administração, operação e visualização.
"Quem emite certificado à mão, em editor de texto, perde horas e deixa margem para erro. Com a importação por planilha, o problema aparece antes da emissão. Um lote de 100 certificados sai em menos de cinco minutos", explica Veiga.
O risco para quem emite
O diploma de graduação segue regra própria do Ministério da Educação, a Portaria MEC nº 70/2025, que o tornou digital. Os demais documentos, como certificados de ensino fundamental e médio, de pós-graduação e de cursos livres ou de treinamento, ficam a cargo de cada instituição.
"O diploma de graduação já tem regra do MEC. Os certificados de pós-graduação, de ensino fundamental e médio e de cursos livres não têm, e é aí que a falsificação encontra espaço. Quem emite precisa decidir se espera uma regra ou se protege o próprio nome agora", avalia Veiga. Ele ressalva que o QR Code, sozinho, não impede a fraude. "Um código que leva a qualquer página não confere nada. A validação precisa estar ligada ao registro real do documento."
A plataforma oferece plano gratuito por 30 dias, com até dez emissões por instituições de ensino, para testar a conferência pública antes da contratação. Mais informações: https://expedita.com.br
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