
A Sociedade Brasileira de Pediatria manifestou em uma nota pública “grande preocupação” com o Projeto de Decreto Legislativo 3/2025, aprovado na Câmara dos Deputados, que suspende uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) sobre o atendimento às vítimas de violência sexual. A resolução prevê o aborto decorrente de estupro, previsto em lei desde 1940.
Na nota, a entidade se posiciona contra a aprovação do projeto e defende que as discussões sobre o tema sejam ampliadas.
A sociedade médica informa ainda que a resolução do Conanda “não altera as hipóteses legais de interrupção da gestação, mas busca garantir acolhimento humanizado, proteção integral e atendimento célere, conforme os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Constituição Federal”
A entidade faz um apelo aos senadores, que ainda irão votar o projeto, para que ouçam especialistas, profissionais de saúde, famílias e representantes da sociedade civil antes de tomar uma decisão.
“A vida, a saúde e a dignidade de crianças e adolescentes devem estar no centro das discussões e das políticas públicas, considerando que as inequidades aumentam as vulnerabilidades de grupos de adolescentes sob risco de violência sexual, em diferentes contextos de suas vidas. Não podemos aceitar o retrocesso representado pelo cerceamento dos direitos de adolescentes que mais sofrem com essas desigualdades, motivo pelo qual reafirmamos nossa luta pela preservação dos princípios do ECA”, conclui a nota.
A resolução do Conanda prevê que uma vítima de estupro ou estupro de vulnerável que tenha engravidado em decorrência da violência não necessita apresentar boletim de ocorrência nem decisão judicial para ter direito ao aborto legal. A resolução orienta também que os casos de violência sexual só precisam ser notificados, com a identificação da vítima, ao Conselho Tutelar, a quem cabe procurar o sistema de Justiça, salvo exceções específicas.
Ainda de acordo com as disposições do texto, a criança ou adolescente vítima deve ser adequadamente informada sobre seus direitos, e sua vontade expressa deve ser priorizada, em casos de divergência com os pais ou representantes legais.
Os deputados favoráveis ao projeto de lei alegam que essas orientações extrapolam a função do Conanda.
Imunizante Anvisa publica registro da vacina contra a dengue do Butantan
Piauí Hemopi recebe primeiros equipamentos do Novo PAC Saúde para ampliar a produção e armazenamento de plasma
Saúde Fiocruz: população jovem apresenta o maior risco de suicídio
Saúde Vacinação contra vírus sincicial imuniza cerca de 600 gestantes em SP
Piauí Equoterapia: Piauí realizou mais de 2.900 atendimentos de terapia em crianças com auxílio de cavalos
Piauí Carretinha da Saúde ultrapassa 50 mil atendimentos e transforma a infância no Piauí
Piauí Sesapi abre campanha do Dezembro Vermelho reforçando a prevenção e combate ao estigma do HIV
Piauí Médicos argentinos conhecem programa de espasticidade desenvolvido no Hospital Infantil
Piauí Com emergência odontológica gratuita 24h, Hospital do Mocambinho atendeu mais de 16 mil piauienses em 2025 Mín. 22° Máx. 42°