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Brasil busca rotas para elevar inovação ao nível global

Inovar se tornou um dos principais vetores de competitividade das economias globais, impulsionando investimentos em PD&I e novas tecnologias. Nesse cenário, o FI Group atua como um parceiro estratégico para potencializar esse processo nas empresas.

16/10/2026 às 15h57
Por: Redação Portal Verdes Campos Sat Fonte: Agência Dino
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Rawpixel/Magnific
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O fator inovação, cada vez mais, influencia o progresso técnico e econômico, impactando desde a produtividade industrial até a capacidade de desenvolver tecnologias estratégicas e conquistar novos mercados. Diante disso, o Brasil reúne ativos importantes, como uma base científica relevante, empresas com capacidade de pesquisa e desenvolvimento e ecossistemas tecnológicos consolidados. Porém, o desempenho em indicadores internacionais representa um ponto de atenção no que diz respeito ao avanço de projetos inovadores em comparação ao ritmo global.

Recentemente, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) lançou o Índice Global de Inovação de 2026 (IGI), principal relatório da maturidade inovativa das economias globais. O Brasil figura na 53ª posição global, ranking mais baixo desde 2022, quando ocupou o 54º posto, e é o 2º entre os países da América Latina e Caribe, sendo superado pelo segundo ano consecutivo pelo Chile.

Na avaliação do especialista em incentivos à inovação e diretor do Hub Latam do FI Group, Rafael Costa, apenas investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D) não é suficiente para que o país acompanhe o ritmo global nesse cenário de rápidas transformações. "Embora o Brasil demonstre capacidade de produzir resultados de inovação acima do esperado para seu nível de desenvolvimento, é necessário que as empresas contem com um ambiente favorável para assumir riscos, desenvolver soluções próprias e incorporar novas tecnologias aos negócios", explica.

Nesse contexto, para compreender quais as perspectivas da inovação no Brasil, é preciso analisar os mecanismos de desenvolvimento existentes no país. Essas estruturas são fundamentadas em aportes internos em P&D, disponibilidade e utilização de investimentos públicos e privados e maturidade e volume da produção científica e de iniciativas empresariais.

Cenário global

Nos últimos 16 anos, a Suíça tem registrado os melhores índices de inovação, contribuindo para a manutenção da Europa como o recorte de maior representação, reunindo 14 economias entre as 25 líderes em inovação.

De uma maneira geral, o investimento em inovação se fortaleceu mundialmente, atingindo um recorde de US$ 1,5 trilhão em 2025, como aponta o IGI. Em paralelo, os esforços em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) estão em um pico histórico e, desde 2021, os valores de negócios de capital de risco mantêm-se no nível mais alto, com a produção científica recorde e crescimento global da produtividade do trabalho.

Assim, as economias mais competitivas são aquelas que conseguem articular ciência, tecnologia, indústria e mercado de maneira coordenada. O IGI reforça, ainda, que sistemas de inovação só geram impacto quando estão conectados à estrutura produtiva real.

Inovação no Brasil

O cenário nacional de inovação apresenta uma perspectiva positiva para os próximos anos. O Brasil conta com a base científica e de P&D mais robusta da América Latina, além de se destacar no registro de marcas e na atração de investimentos de capital de risco para empresas em estágios mais avançados. Esse potencial também é impulsionado por São Paulo, que figura entre os 100 principais clusters de inovação do mundo.

Essa expectativa é motivada pelas demandas comerciais e tecnológicas do ambiente corporativo. Contudo, para que esse processo se mantenha constante, as organizações precisam acompanhar as áreas de desenvolvimento, como sustentabilidade digital e eficiência energética, uso estratégico e consciente de inteligência artificial, redução de impactos ambientais, capacitação e mão de obra híbrida.

Sendo assim, segmentos com maior volume de recursos e investimentos conseguem desenvolver projetos de tecnologia e inovação mais completos e estruturados, acompanhando as tendências. Por isso, políticas de incentivos fiscais têm se tornado o principal elemento para o fomento de um ecossistema inovador dentro das companhias.

É neste cenário que o FI Group atua, auxiliando empresas a identificar, estruturar e captar recursos públicos ou benefícios fiscais para financiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), promovendo um crescimento sustentável das operações alinhado às demandas globais de competitividade.

Políticas de incentivo

O principal desafio para o desenvolvimento da inovação no Brasil, de acordo com o IGI, é transformar suas forças em ganhos de produtividade mais amplos, fortalecer a P&D realizada pelo setor privado, melhorar seu ambiente de negócios e a disponibilidade de capital humano para apoiar a inovação.

Em vista disso, as políticas de fomento à inovação ampliam as possibilidades de projetos e reduzem os riscos de um investimento. No entanto, os mecanismos disponíveis seguem fragmentados ou capturados por lógicas de curto prazo.

Por isso, para que o país se destaque como polo de tecnologia e inovação novamente, é essencial avançar em mecanismos públicos que fortaleçam a formação em ciência e tecnologia, acompanhados de incentivos fiscais e do estreitamento das relações entre academia e setor produtivo.

Exemplos como a Lei do Bem, que para aumentar em 2.800% os investimentos em inovação nos últimos 20 anos, mesmo sem as atualizações essenciais, evidenciam que esses recursos possuem uma importância significativa para o cenário econômico e inovativo do país.

Essas políticas precisam acompanhar as transformações tecnológicas e as necessidades do setor produtivo, passando por avaliações periódicas e ajustes sempre que necessário. Para isso, é fundamental aprimorar a coordenação entre as iniciativas públicas, avaliar continuamente seus resultados e garantir previsibilidade regulatória para que as empresas possam identificar os principais gargalos no desenvolvimento tecnológico e planejar investimentos de longo prazo para superá-los.

"Considerando essa conjuntura, o Brasil só poderá consolidar sua posição como referência em inovação se houver uma atuação coordenada entre os setores público e privado na formulação de políticas alinhadas às necessidades e características do país. Essa integração é fundamental para fortalecer o ecossistema de inovação, ampliar a maturidade e a eficiência dos processos produtivos e, consequentemente, aumentar a competitividade das empresas brasileiras", finaliza Costa.

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