
Endocrinologista do HGF, Wladia Gomes realiza atendimento contínuo de pacientes do Ambulatório da Obesidade
No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado nesta sexta-feira (10), o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), destaca a importância do cuidado integral e do acompanhamento multiprofissional como estratégias essenciais no enfrentamento a uma das doenças crônicas que mais cresce no Brasil e no mundo.
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, publicado pela Federação Mundial da Obesidade (WOF), 31% dos adultos brasileiros têm obesidade e 68% apresentam sobrepeso. Isso significa que quase sete em cada dez brasileiros vivem com excesso de peso.
A endocrinologista do HGF, Wladia Gomes explica que, durante muitos anos, a obesidade foi tratada como questão de estética. “A obesidade é uma doença crônica que inflama o organismo e pode estar associada a mais de 200 outras doenças, incluindo diabetes, hipertensão e até 13 tipos de câncer. Não se trata de aparência, mas de saúde e qualidade de vida”, explica.
O HGF criou, em 2017, o ambulatório de Obesidade, um serviço de referência que une endocrinologia, nutrição, psicologia, fisioterapia, enfermagem e cirurgiões, garantindo ao paciente um cuidado completo e contínuo. “Cada paciente é avaliado de forma individualizada. Nem todos vão precisar da bariátrica, por exemplo. Muitos conseguem resultados com medicação, mudança no estilo de vida e acompanhamento psicológico”, reforça a médica. O acesso é realizado via Central de Regulação do Estado, após encaminhamento médico.

A profissional reforça que a alimentação é a base de qualquer tratamento contra o problema. “Não existe nenhum tratamento de obesidade que não inclua nutrição. Mesmo que o paciente tenha limitações físicas, ele precisa mudar a forma de se alimentar”, afirma.
Os pacientes contam com encontros em que aprendem, na prática, a montar o prato, a reconhecer porções adequadas e a preparar alimentos saudáveis. “A grande inovação foi unir nutrição e psicologia. A relação entre o comer e o sentir é muito estreita. O paciente aprende na teoria e na prática que as pequenas mudanças transformam”, ressalta a nutricionista.

Além das abordagens clínicas e educativas, o HGF passou a oferecer, desde 2024, o programa de cirurgia bariátrica, voltado a casos graves e realizados após triagem rigorosa. Foram realizadas onze cirurgias de lá até setembro deste ano.
“O HGF atua em todas as frentes de cuidado e a cirurgia bariátrica é uma ferramenta eficaz, mas não é para todos. Ela soma ao nosso trabalho, oferecendo uma chance real de reverter comorbidades e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, explica Wladia.

Entre os pacientes acompanhados pela equipe está Rociclea Viana, 46, que conviveu com a obesidade desde a adolescência. Em 2018, chegou ao ambulatório com 110 quilos e diagnóstico de diabetes. Depois de anos de acompanhamento clínico e nutricional, foi submetida à cirurgia bariátrica há nove meses. “Eu tinha dificuldade para subir uma escada, brincar com meu filho, coisas simples como cruzar as pernas. Hoje tenho mais saúde, energia e disposição”, lembra.
Rociclea comemora os 60 kg e o controle da doença. “A cirurgia me ajudou, mas o que transformou minha vida foi o acompanhamento e apoio que recebi dos profissionais do HGF. Hoje o foco é manter e ser feliz”, conta emocionada.
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