
Neste mês de volta às aulas, alunos, pais e educadores enfrentam um novo desafio: a adaptação à Lei nº15.100/2025, que entrou em vigor em janeiro deste ano de 2025, proibindo o uso de celulares dentro das escolas. A medida busca reduzir distrações, melhorar o desempenho acadêmico e promover maior interação social entre os estudantes. Considerando o uso constante dos celulares pela geração atual, a professora e pedagoga Simone Franco, do curso de Pedagogia do Centro Universitário FAEP, explica como a comunidade escolar pode se preparar para essa mudança e os impactos que ela trará para a rotina educacional.
De acordo com a professora, a retirada dos celulares das salas de aula permitirá que os estudantes voltem a focar plenamente nas atividades escolares. “Sem o celular, a distração será reduzida e nossos alunos terão a oportunidade de se concentrar melhor nas aulas, aprimorando seu desempenho acadêmico. Além disso, poderão fortalecer amizades e desenvolver habilidades essenciais, como empatia, resolução de problemas e comunicação não verbal”, explica a educadora.
Os impactos positivos da nova lei vão além da educação. Simone destaca que o uso excessivo de telas tem sido prejudicial tanto para a saúde mental quanto física dos estudantes. “O uso constante pode afetar a atenção, gerar ansiedade, baixa autoestima e exposição a conteúdos inadequados. Além disso, há questões físicas envolvidas, como sedentarismo, problemas posturais e distúrbios do sono. Essa proibição ajudará os alunos a recuperarem uma rotina mais saudável”, acrescenta.
Para garantir o cumprimento da nova norma, Simone Franco enfatiza a importância da comunicação clara e da estrutura escolar adequada. “As instituições precisam estabelecer regras bem definidas e transparentes para toda a comunidade escolar. Um regulamento claro, aliado à capacitação dos professores, será essencial para a implementação eficaz. Também é necessário preparar espaços seguros para o armazenamento dos celulares e envolver os pais no processo”, aponta.
A resistência por parte dos alunos e familiares é um desafio esperado, mas a educadora acredita que, com estratégias pedagógicas, é possível minimizar conflitos. “Nem todos aceitarão a proibição de imediato, por isso é importante trabalhar a conscientização de forma educativa, com diálogo e mediação. Punições devem ser voltadas para a reflexão, como conversas pedagógicas e atividades comunitárias, garantindo que todos compreendam os benefícios da medida”, destaca.
Uma das preocupações com a proibição dos celulares é como os alunos passarão o tempo livre dentro das escolas. Para Simone Franco, essa é uma oportunidade de resgatar interações sociais e atividades colaborativas. “É fundamental promover jogos, dinâmicas e competições, incentivando o trabalho em equipe e o diálogo entre os estudantes. Criar espaços de convivência para atividades artísticas, culturais e de leitura também será essencial para um ambiente mais acolhedor e produtivo”, sugere.
Embora a lei proíba o uso indiscriminado de celulares, ainda haverá espaço para a tecnologia na educação. “O celular pode ser utilizado de forma pedagógica, como ferramenta de pesquisa, acesso a aplicativos educacionais e projetos digitais, desde que sob supervisão dos professores. O desafio será garantir que seu uso esteja sempre alinhado a propósitos acadêmicos, promovendo uma cidadania digital consciente”, afirma a educadora.
A participação das famílias é um fator crucial para o sucesso da nova lei. “Os pais precisam estabelecer limites para o uso de celulares também em casa, incentivando momentos de interação social longe das telas. Além disso, é fundamental que estejam presentes nas atividades escolares e compreendam os objetivos da política educacional, colaborando ativamente com as instituições de ensino”, reforça a pedagoga.
Para garantir uma transição tranquila, a professora destaca a importância da comunicação e do envolvimento de todos os atores da comunidade escolar. “Realizar reuniões, palestras e enviar comunicados explicando os benefícios da proibição é essencial para evitar conflitos. Incluir representantes dos pais, alunos e professores no processo também pode garantir uma implementação mais participativa e eficaz”, conclui.
Portanto, a nova lei representa um grande desafio, mas também uma oportunidade para resgatar o foco no aprendizado e estimular uma convivência mais saudável dentro das escolas. Com o apoio dos educadores, pais e alunos, a mudança pode significar um importante avanço na qualidade da educação brasileira.
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