
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou, nesta quarta-feira (11), a primeira Oficina Macrorregional sobre saúde mental e violência infantojuvenil. O objetivo é qualificar toda a rede de atenção para o cuidado integral às crianças e adolescentes vítimas de violência na Paraíba. O evento, realizado no auditório da Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep), teve a participação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh), Secretaria de Estado de Segurança e da Defesa Social (Sesds), Secretaria de Estado da Educação da Paraíba (SEE-PB), Ministério Público e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems).
A gerente executiva de Atenção à Saúde, Izabel Sarmento, explicou que casos de violências cometidas contra crianças e adolescentes acabam agravando também o processo psicossocial desse público. “Então hoje nós estamos trabalhando para além da violência, a atenção psicossocial dessas crianças. Precisamos reforçar a identificação na atenção primária, na atenção ambulatorial especializada ou ainda no serviço hospitalar, através do instrumento de notificação, para que seja garantido o acompanhamento a essas crianças”, pontuou.
A formação foi direcionada aos coordenadores e profissionais que atuam na atenção primária, nos Capes, nos Creas, profissionais que compõem o Serviço Especial de Saúde Indígena (Sesai), profissionais da Educação e também profissionais da Segurança Pública. “Existe ainda uma grande lentidão por parte das famílias e da sociedade como um todo na proteção a essas crianças e adolescentes, e isso tem nos preocupado muito”, foi o que reforçou a delegada da Secretaria de Segurança e Defesa Social, Joana Darc. Para ela, o evento incentiva o envolvimento maior da rede de proteção à criança e ao adolescente no cenário da saúde mental.
Para a representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano, Ana Paula Sales, é indispensável a parceria entre as secretarias e o fortalecimento das estratégias que buscam o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente. “Essa pauta trazida pela SES vai refletir com aquilo que a política da criança e do adolescente entende enquanto princípio de intersetorialidade, que tem como compromisso executar todo esse ciclo de políticas públicas”, ressaltou.
As políticas públicas também estão sendo desenvolvidas com o apoio da Secretaria de Estado da Educação, que vem executando no estado o serviço de saúde emocional nas escolas. A iniciativa consiste em levar psicólogos e assistentes sociais à rede escolar, fazendo visitas para elaborar um diagnóstico e um plano de acolhimento, identificando temáticas de violência dentro das escolas.
A capacitação contou com uma programação dividida em dois momentos. Inicialmente, durante a manhã, foram realizadas orientações, palestras, apresentadas as redes de atenção à saúde, de atenção à assistência social e também a rede de urgência e emergência, quando há necessidade da criança ser encaminhada para um serviço de urgência e emergência. No período da tarde, aconteceram as oficinas em grupo com a elaboração do fluxo de assistência às vítimas e estratégias para serem desenvolvidas nos territórios com maiores registros de violência.







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