
O Governo do Estado lançou o Projeto Girassol “Cuidando de quem cuida”. A iniciativa busca dar suporte, capacitação, fomentar o autocuidado e a qualidade de vida às mães, pais e cuidadores de crianças atendidas na Casa TEA, em São Luís. A unidade da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é referência estadual no atendimento a crianças de até 12 anos diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo a diretora-geral da Instituição, Yalen Pires, a proposta do projeto, lançado quinta-feira (5), nasce da necessidade de fortalecer a saúde física e mental dos cuidadores de crianças atendidas pela Casa TEA. O objetivo é garantir o bem-estar de todo, apesar das adversidades e desafios diários inerentes ao acompanhamento dos pacientes.
“O que percebemos é que, tão fundamental quanto o acesso da criança a diversas e necessárias terapias, fortalecer quem cuida daquele que precisa de cuidados é fundamental. Os cuidadores, em geral mães, precisam de amparo à saúde, oportunidades de trabalho e apoio psicológico. Essa iniciativa vem suprir esta demanda”, explicou.
Diretora-administrativa da Casa TEA, Lívia Macedo explica que os atendimentos serão diários, realizados por profissionais que já atuam na unidade, como nutricionistas, psicólogos, artesãos e assistentes sociais. “A ideia é que enquanto o paciente esteja em atendimento, sua cuidadora ou cuidador também tenha um momento seu, para exercer sua própria individualidade”, frisou.
Assegurar as necessidades dos cuidadores, acolher e mostrar que eles não estão sozinhos são os objetivos do Projeto Girassol, como destaca a assessora clínica da EMSERH, Tayná Soares.
“É muito importante a gente cuidar de quem cuida. Muitas vezes essas pessoas não têm tempo para se olhar, para atender suas próprias necessidades, para o seu autocuidado. Isso vai refletir diretamente na saúde física e mental e de alguma maneira também vai trazer impacto à criança que ele cuida. O Projeto Girassol é muito especial, que com certeza vai melhorar muito a vida dessas pessoas e de suas famílias”, afirmou.
A receptividade pelo público-alvo da iniciativa foi bastante positiva. Gisele Morais Farias é mãe da pequena Rebeca, de 4 anos. Ela conta que vê na ação uma possibilidade de acolhimento para ela e outras mães, sobretudo na questão psicológica. “O dia a dia de quem cuida de alguém com TEA é muitas vezes pesado. Desde a aceitação do diagnóstico às atividades diárias, muitas vezes nos sentimos desamparadas, sós, ansiosas. Claro que não queremos passar isso à criança, mas às vezes é inevitável. Saber que temos suporte é reconfortante e pode nos ajudar a cuidar mais de nós mesmas”, comentou.
CASA TEA
Inaugurada em 2019, a Casa TEA recebe pacientes com idade de até 12 anos diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Atualmente, a unidade atende a mais de 200 crianças.
Desde a sua criação, mais de 4 mil pacientes já passaram pela Casa TEA ou ainda recebem algum tipo de acompanhamento pela equipe multiprofissional da unidade.
A unidade presta assistência de forma individualizada por meio de uma equipe multidisciplinar em especialidades como educação física, fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia, terapia ocupacional, artesão, assistente social e musicoterapia. O equipamento é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
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