
O Secretário de Estado da Educação (em exercício), Anderson Lindoso, participou na tarde desta segunda-feira (2), do lançamento da Conferência Maranhense Extraordinária de Educação 2023 (Comae), organizada pelo Fórum Estadual de Educação (FEE/MA).
Nos dias 18 e 20 de outubro serão realizadas as Conferências Intermunicipais em 10 polos, com a participação dos 217 municípios. Durante as plenárias, serão avaliadas as metas e estratégias do Plano Estadual de Educação e também, serão apresentadas propostas para o Plano Nacional de Educação para os anos de 2024 a 2034.
A próxima etapa será a realização da Conferência Estadual, prevista para acontecer nos dias 16 e 17 de novembro. As propostas discutidas nas plenárias maranhenses serão apresentadas na Conferência Nacional de Educação (Conae 2024), que será realizada em Brasília, entre os dias 28 a 31 de janeiro de 2024.
Com o tema ‘Plano Nacional de Educação (2024-2034): Política de Estado para a Garantia da Educação como Direito Humano, com Justiça Social e Desenvolvimento Socioambiental Sustentável’, o novo plano servirá de referência para estados e municípios e terá a vigência de 10 anos.
“Como diz no Artigo 211 da Constituição Federal, o sistema de ensino deve ser construído em regime de colaboração junto à União, estados e municípios. E ao realizarmos esses encontros, estamos construindo diretrizes para o novo Plano Nacional de Educação, com a participação popular, com muito zelo e compromisso para com a formação de toda a classe estudantil e valorização de nossos docentes”, ressaltou o secretário Anderson Lindoso.
Plano Nacional
Durante a abertura da Comae 2023, a professora Andressa Pellanda, coordenadora geral da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, convidada do dia, discorreu sobre algumas metas que devem ser discutidas na Conferência Nacional em Brasília, em 2024.
Dentre elas, fomentar e ampliar a política de atendimento em creches para crianças de zero a três anos e de quatro a cinco anos; expandir as matrículas no ensino fundamental para a faixa etária de seis a 14 anos e assegurar a conclusão dessa etapa e também, expandir o número de matriculados no ensino médio para a faixa etária entre 15 a 17 anos.
“Nós temos um desafio muito grande que é garantir que o novo Plano Nacional de Educação não retroceda, pois ele foi construído na base do direito à educação, com qualidade social para todas as pessoas, sem discriminação”, destacou a professora, Andressa Pellanda.
Eixos de Discussão
Antes das Conferências Intermunicipais, serão realizados os Colóquios Temáticos, que começam nesta terça-feira (3) e segue até o dia 16 de outubro, de forma online, por meio da plataforma Google Meet, abordando os sete eixos do documento referência.
O objetivo é aprofundar a temática e trabalhar a elaboração de emendas ao documento referência durante as conferências, que serão apresentadas na Conae 2024. São eles:
Eixo I: O PNE como articulador do SNE: Vinculação com planos estaduais e municípios de educação, ações integradas e intersetoriais, em regime de colaboração;
Eixo II: Direito a educação de qualidade social, com acesso, permanência e conclusão em todos os níveis, etapas e modalidades, contextos e territórios;
Eixo III: Educação, Direitos Humanos, Inclusão e Diversidade: equidade e justiça social e combate às diferentes e novas formas de desigualdade, discriminação e violência;
Eixo IV: Gestão Democrática e educação de qualidade: regulamentação, monitoramento, avaliação, órgãos e mecanismos de controle e participação social nos processos e espaços de decisão;
Eixo V: Valorização de profissionais da educação: direito a formação inicial e continuada de qualidade, ao piso salarial e carreira, e às condições para o exercício da profissão e saúde;
Eixo VI: Financiamento Público da educação pública, com controle social e garantia das condições adequadas para a qualidade social da educação;
Eixo VII: Educação comprometida com justiça social, a proteção da biodiversidade, o desenvolvimento socioambiental sustentável para a garantia da vida com qualidade no planeta e o enfrentamento das desigualdades e da pobreza.
Para a professora Soraya Raquel, presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE/MA), o Maranhão tem muito a contribuir com o Plano Nacional de Educação: “Precisamos discutir a educação inclusiva para crianças de quatro a 17 anos e a universalização de todos os estudantes da educação especial; temos desafios referentes ao currículo e à alfabetização e também precisamos tratar de financiamento, diversidade e formação docente”, conclui.
Todas essas etapas são promovidas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e pelo Fórum Estadual de Educação (FEE/MA), com o apoio da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme).
Piauí Idepi inicia calçamento de vias públicas no município de Dom Inocêncio
Piauí Defesa Civil do Piauí realiza capacitação para reforçar atuação dos municípios na gestão de riscos e desastres
Piauí Águas do Piauí realiza mutirão da Tarifa Social em Ipiranga do Piauí nesta terça (30) Mín. 21° Máx. 35°