Pacientes com Alzheimer precisam de atenção especial na dieta, alerta nutricionista

A qualidade da alimentação é mais importante que a quantidade, visto que o paciente rejeita ou perde o interesse pelos alimentos
Por Redação Verdes Campos Sat 22 de Setembro de 2021 às 17:04

Foto: Divulgação A qualidade da alimentação é mais importante que a quantidade, visto que o paciente rejeita ou perde o interesse pelos alimentos
A qualidade da alimentação é mais importante que a quantidade, visto que o paciente rejeita ou perde o interesse pelos alimentos

Os pacientes com Alzheimer tendem a perder o apetite e rejeitar a alimentação oferecida já no estágio inicial da doença. Essa situação também pode ser acompanhada pela preferência por consumo de doces, como o chocolate. Por não ser uma dieta adequada, há alteração no peso corporal e deficiências de nutrientes essenciais para a promoção do bem-estar da pessoa com a doença. Desta forma, os nutricionistas orientam que os tutores atentem aos sinais de rejeição às comidas e procurem estimular uma alimentação mais saudável, ainda que seja um desafio. 

Muitos programas especializados em dietas divulgam receitas “milagrosas” para a prevenção e o tratamento de doenças degenerativas, como o Alzheimer. Entretanto, o nutricionista e professor de Nutrição da UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau em Teresina, Paulo Sousa, explica que a alimentação não é capaz de interromper a progressão dessas doenças, mas uma dieta adequada e uma nutrição equilibrada podem manter um bom estado de saúde, evitando o aparecimento de outros fatores que possam agravá-las.  “Infelizmente, por si só, a alimentação não retroage os efeitos do Alzheimer, mas é capaz de evitar o surgimento de outras doenças que afetariam e debilitariam o paciente, como a obesidade, diabetes e hipertensão arterial. Para isso, é importante que os tutores do paciente estejam atentos e incentivem o consumo de alimentos saudáveis, como oferecer sopas de legumes e frango desfiado; sempre deixar diversas frutas disponíveis; no lanche da tarde, oferecer iogurte com aveia, castanhas ou amendoins e saladas de frutas. Melhor do que a quantidade, é a qualidade dessa alimentação”, explica Paulo.   

Seguindo uma dieta equilibrada e com acompanhamento nutricional, a pessoa com Alzheimer tem mais energia, favorecendo até mesmo sua resposta ao tratamento. O nutricionista também reforça que, à medida que a doença progride, é importante que a família adapte as rotinas e a alimentação para atender às necessidades do indivíduo. “Sem dúvidas, a família deve oferecer alimentos de todas as categorias. Se o paciente não aceita saladas, inclua uma couve no suco de laranja, por exemplo. Ou faça uma combinação de arroz com outros legumes e frango, alternando com caldos e evitando frituras, assim, garantindo uma boa variedade de alimentos nas refeições. Também é importante destacar a redução no consumo de sal e açúcar e a inserção de condimentos naturais, como orégano, açafrão, páprica, canela e curry, alimentos ricos em ômega 3 e antioxidantes, como linhaça, peixes e azeites”, finaliza Paulo Sousa.   

O acompanhamento com nutricionista é bem-vindo em todas as realidades, inclusive para pessoas que não se queixam de doenças preexistentes, pois ele fará a análise e a orientação adequada para que haja a promoção da saúde e do bem-estar na rotina do paciente.

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