Após grave acidente, Gesiel de Arruda Andrade, de 46 anos, da cidade de Formosa da Serra Negra, no Maranhão, deu entrada em 31 de janeiro deste ano no Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), em São Luís. Com seis meses de tratamento, o paciente - que sofreu descarga elétrica, traumatismo craniano e necrose das pernas -, teve alta.
"Eu quase morri, o choque atravessou meu corpo todo e eu caí de uma altura que bati a cabeça e tive várias paradas cardíacas. Primeiro fui atendido no Hospital de São Pedro, depois fui parar na UTI do Hospital de Balsas e me trouxeram para o Carlos Macieira onde fui muito bem atendido e toda equipe médica tentou salvar minha vida, salvar minhas pernas", disse Gesiel de Arruda, que teve as pernas amputadas durante o tratamento por sequela do acidente.
No dia do acidente, Gesiel de Arruda Andrade realizava o trabalho de dividir o gado em uma carreta para o curral. O acidente grave quase o matou após sofrer descarga elétrica quando um fio de alta tensão caiu sobre a cabeça. Foram longas etapas de assistência no tratamento do lavrador. O acidente causou traumatismo craniano e necrose nas pernas e ele teve que passar por diversas cirurgias reconstrutoras, tanto na cabeça quanto das pernas.
"Os médicos fizeram tudo o que podiam por mim e eu sou muito agradecido a todos os profissionais, do zelador até o enfermeiro. Eu já combinei com o diretor aqui do hospital que assim que eu colocar as próteses nas pernas eu quero visitar leito por leito e dizer como minha vida foi salva pelos médicos do hospital", ressaltou Gesiel de Arruda.
A assistência de Gesiel envolveu etapas diversas de cuidados de terapia intensiva e multiprofissional. O caso foi acompanhado integralmente pela equipe de neurocirurgiões. Foram cinco meses de tratamento, que incluiu até o pedido do paciente para sentir o cheiro de gasolina, como explica a psicóloga Poliana Braga. "Assim que amputou as pernas ele começou a apresentar um quadro de depressão que é recorrente em alguns pacientes de longa duração. Como no trabalho ele sempre estava em contato com caminhões, foi um recurso que ajudou na terapia. Assim é com outros pacientes que manifestam a vontade de ir à praia, pisar na grama, ver um animal de estimação, entre outros exemplos", explicou a psicóloga.
O paciente segue com o acompanhamento ambulatorial com a equipe da comissão de curativos e de cirurgia plástica. A cada 8 dias ele retorna ao hospital para esse atendimento e, a cada retorno, traz o sentimento de gratidão e sempre pede fotos com a equipe. Um retorno que também emociona os profissionais de saúde. "É um sentimento que também nos alcança porque é o resultado da nossa missão, salvar vidas", conta Poliana Braga.
O HCM, da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é referência em assistência de alta complexidade no Maranhão. A unidade de saúde foi a primeira do Nordeste a receber a certificação de Acreditação Nível I, assinada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). O hospital oferece atendimento multiprofissional em mais de 37 especialidades e já realizou 6.013.359 atendimentos, destes, 31.647 cirurgias. A unidade é gerenciada pelo Instituto Acqua.