Em mais uma ação, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) avança na mobilização para ampliar as coberturas vacinais no Maranhão. Esta semana, a SES participou da reunião on-line com o Grupo Mulheres do Brasil. No encontro, o grupo apresentou o projeto ‘Unidos Pela Vacina: pela valorização e aumento das coberturas vacinais’. A iniciativa tem como objetivo fortalecer os indicadores de vacinação.
“Ficamos felizes de poder receber a capacitação, pois ela irá contribuir com o trabalho que temos realizado para a ampliação dos indicadores de vacinação. No nosso estado, alguns municípios chegam a ter mil quilômetros de distância da capital, portanto é gratificante saber que podemos contar com mais essa parceria que tem como foco o cuidado com o povo maranhense”, afirmou a subsecretária de Estado da Saúde, Liliane Neves Carvalho.
O Grupo Mulheres do Brasil é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que existe desde o ano de 2015. A entidade atua na defesa dos interesses das mulheres e em prol do protagonismo feminino. Na área da saúde, visa trabalhar de forma a apoiar estados e municípios com oficinas e doação de equipamentos.
A primeira edição do projeto executado pela associação civil foi realizada de forma experimental no estado do Amapá e agora segue em uma versão consolidada nos estados do Maranhão e Acre.
“Nós acreditamos que podemos transformar o Brasil usando o protagonismo feminino e também influenciar políticas públicas. Cremos que isso será possível com cada vez mais mulheres ocupando os espaços de poder”, destacou a representante do grupo de políticas públicas do Grupo Mulheres do Brasil, Andrea Gabriades.
Segundo a secretária adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde da SES, Deborah Campos, política pública se faz com união. “É com o bom relacionamento entre as gestões federal, estadual e municipal, junto com a sociedade civil, que poderemos crescer e fazer esse movimento de produzir saúde. No Maranhão, mais de 90% da população é usuária do SUS, por isso é muito importante que o trabalho conjunto de todos os entes aconteça, pois ele visa servir melhor o nosso povo”, frisou.
O projeto
Ao todo, foram oferecidas 300 vagas destinadas à capacitação de profissionais que atuam em salas de vacina no Maranhão, que tenham, no mínimo, dois anos de experiência em imunizações, servidores e também aqueles que atuam na vacinação no Distrito Sanitário Especial Indígena do Maranhão (Dsei-MA).
No estado, quatro municípios foram selecionados: Timon (50 vagas) e Santa Inês (50 vagas), nas datas de 14 a 18 de agosto; Imperatriz (100 vagas), de 21 a 25 de agosto; e São Luís (100 vagas), de 28 de agosto a 1º de setembro. A carga horária será de 40 horas, distribuídas no período de uma semana.
“Alguns dos municípios escolhidos para realizar o curso têm em seu território a presença de população indígena e quilombola. Por isso, incluímos as equipes do Dsei, para assim aumentar a nossa cobertura e melhorar os indicadores e proteção contra doenças”, explicou a superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Tayara Pereira.
O curso é de caráter teórico-prático e envolve temas como ‘Conceitos fundamentais de imunologia e aspectos práticos da vacinação’, ‘Manejo de calendários vacinais’, ‘Organização da sala de vacinação’, ‘Conservação e transporte das vacinas’, entre outros.
A chefe da Divisão de Assistência à Saúde Indígena do Dsei-MA, Léa Márcia Costa, ressaltou a importância do trabalho articulado. “Será um momento de crescimento e o nosso desejo é que os participantes se tornem multiplicadores após a capacitação, a fim de aumentarmos o número de profissionais da saúde atuando na imunização”.
Dos 217 municípios do Maranhão, 23 tem população indígena, o que corresponde a mais de 43 mil indígenas, divididos em 17 terras indígenas e oito etnias (Awá-Guajá, Ka'Apor, Krenyê, Krikati, Gavião, Guajajara, Canela e Timbira). Para atender as demandas desse contingente populacional, o Dsei-MA dispõe de 35 equipes multidisciplinares de saúde indígena.