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TSE mantém quebra de sigilo da prefeita de Cascavel em processo que envolve Bebeto Queiroz
A investigação foca em movimentações financeiras suspeitas que teriam sido utilizadas para cooptar apoio político
25/04/2026 10h29
Por: Vanilson Brito

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter a quebra de sigilo bancário e fiscal da prefeita de Cascavel, Ana Afif Queiroz, e de outros envolvidos em uma investigação de abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio nas eleições de 2020. A decisão, que também atinge figuras como Bebeto Queiroz, é resultado de uma ação movida pela coligação adversária, que aponta irregularidades na gestão de recursos e influência indevida durante o pleito municipal. A defesa da prefeita havia recorrido das decisões das instâncias inferiores para tentar anular o acesso aos dados financeiros, mas o ministro relator no TSE entendeu que os indícios apresentados são suficientes para justificar a medida excepcional.

A investigação foca em movimentações financeiras suspeitas que teriam sido utilizadas para cooptar apoio político e influenciar o resultado das urnas de forma artificial. Com a manutenção da quebra de sigilo, os órgãos de investigação terão acesso detalhado ao fluxo de recursos dos envolvidos durante o período eleitoral, buscando identificar se houve o uso de "caixa dois" ou outras práticas ilícitas que ferem a lisura do processo democrático. Bebeto Queiroz, apontado como um dos articuladores políticos do grupo, também permanece sob o crivo das autoridades, tendo suas contas escrutinadas no âmbito do processo.

A decisão do TSE reforça o entendimento de que a proteção à privacidade não pode servir de escudo para esconder possíveis crimes contra a ordem eleitoral, especialmente quando há elementos que sustentam a necessidade da prova. O processo segue em tramitação e, caso as irregularidades sejam comprovadas, os gestores podem enfrentar sanções severas, que vão desde a cassação do diploma e perda de mandato até a inelegibilidade por oito anos. Até o momento, os citados negam qualquer irregularidade e afirmam que a ação possui motivações puramente políticas.