Uma das maiores lendas do esporte brasileiro, no âmbito do basquete faleceu no dia de hoje: Oscar Schmidt. O "Mão Santa", como ficou eternizado no imaginário popular, faleceu aos 68 anos em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. A notícia foi confirmada pela família e por órgãos oficiais como a Federação Paulista de Futebol (FPF) e o Sport Club do Recife, que emitiram notas de pesar exaltando sua trajetória incomparável.
A causa
Oscar Schmidt estava em sua residência quando apresentou um mal-estar súbito na tarde desta sexta-feira. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), mas não resistiu.
Embora a causa exata da morte não tenha sido divulgada de imediato, a trajetória de Oscar nos últimos 15 anos foi marcada por uma batalha resiliente contra um tumor cerebral, diagnosticado em 2011. Recentemente, ele havia passado por um procedimento cirúrgico que o impediu de comparecer pessoalmente à cerimônia do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB), realizada no início deste mês no Rio de Janeiro.
Foto: Reprodução
"Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida." — Trecho da nota oficial da família.
O velório e o enterro serão restritos a familiares e amigos próximos, atendendo ao desejo de privacidade neste momento de luto nacional.
Resumo de uma Carreira Lendária
Falar de Oscar Schmidt é falar de números que parecem saídos de uma obra de ficção. Ele não foi apenas um jogador; foi uma máquina de pontuar e um símbolo de patriotismo.
Principais feitos:
Maior Pontuador da História: Durante décadas, foi considerado o maior cestinha do basquete mundial, com incríveis 49.737 pontos (marca que só foi superada recentemente por LeBron James em contagens que incluem temporada regular e playoffs da NBA).
Lenda Olímpica: Detém o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos em cinco edições disputadas (1980 a 1996).
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O Milagre de Indianápolis (1987): Liderou a Seleção Brasileira na histórica vitória sobre os Estados Unidos na final do Pan-Americano, a primeira vez que os americanos perderam em casa.
Hall da Fama: É um dos raros atletas a figurar no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame (EUA) e no FIBA Hall of Fame, mesmo sem nunca ter jogado na NBA — ele recusou a liga americana para continuar defendendo a Seleção Brasileira.
Clubes e Conquistas:
Iniciou no Palmeiras, brilhou no Sírio (onde foi Campeão Mundial Interclubes em 1979) e teve passagens icônicas por Corinthians, Flamengo e pelo basquete europeu (Itália e Espanha), onde é venerado como um dos maiores estrangeiros da história da liga italiana.