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Piauí terá prêmio de pesquisa em homenagem à Niéde Guidon
O Governo do Estado, por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapepi), instituiu o Prêmio Fapepi de Popularização da Ciência “Arqueóloga Ni...
05/03/2026 09h11
Por: Redação Portal Verdes Campos Sat Fonte: Secom Piauí

O Governo do Estado, por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapepi), instituiu o Prêmio Fapepi de Popularização da Ciência “Arqueóloga Niède Guidon “, voltado a reconhecer e incentivar a popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação no Piauí. O nome do prêmio é uma homenagem à pesquisadora e arqueóloga Niède Guidon, pela sua contribuição científica, acadêmica e institucional, bem como ao seu papel decisivo na valorização do patrimônio científico, histórico e cultural do Piauí e do Brasil.

O prêmio Fapepi de Popularização da Ciência “Arqueóloga Niède Guidon” terá como objetivos: estimular a produção e a divulgação de conteúdos jornalísticos voltados à Ciência, Tecnologia e Inovação; fortalecer a cultura científica e a popularização da ciência no Piauí; valorizar o trabalho de pesquisadores e profissionais de comunicação que atuam na divulgação científica; bem como promover o reconhecimento público de iniciativas que contribuam para a democratização do conhecimento científico e contribuir para o fortalecimento do ecossistema científico, educacional e de inovação no Estado.

As normas específicas, os critérios de participação, as categorias, os valores, o cronograma e os procedimentos operacionais do prêmio serão estabelecidos por meio de edital próprio, a ser publicado, anualmente, pela Fapepi.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Arquivo Fumdham

Quem foi Niède Guidon

A pesquisadora e arqueóloga franco-brasileira Niède Guidon (1933–2025) foi fundamental para a criação e preservação do Parque Nacional Serra da Capivara, considerado um Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Ela ainda foi uma figura central na reformulação das teorias sobre o povoamento das Américas.

Niède Guidon dedicou décadas às escavações no Piauí, descobrindo vestígios humanos e pinturas rupestres com dezenas de milhares de anos, além de ter implementado projetos de desenvolvimento sustentável e educação para as comunidades locais, incluindo a contratação de mulheres como guardiãs do parque.