O Ministério das Cidades apresentou, nesta terça-feira (3), uma proposta ao grupo técnico do Conselho Curador do FGTS que visa reestruturar as faixas de renda e os limites de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A iniciativa busca expandir o acesso à casa própria, com um olhar atento à classe média e às pressões do setor da construção civil.
A medida sugere um ajuste geral nos tetos de renda e nos valores máximos dos imóveis permitidos em cada categoria. Confira os destaques:
Faixa 4: O limite de renda familiar saltaria de R$ 12 mil para R$ 13 mil, com o valor máximo do imóvel subindo de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Faixa 3: O teto para o valor da unidade habitacional passaria de R$ 350 mil para R$ 400 mil.
Reajuste Geral: A nova tabela proposta pelo ministério utiliza o salário mínimo como indexador para atualizar os critérios de enquadramento em todas as faixas do programa.
Fonte: Reprodução/2026
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A mudança atende a uma demanda antiga do setor da construção, que busca acompanhar a inflação dos insumos e manter a atratividade dos empreendimentos. No entanto, o texto encaminhado ainda carece de cálculos de impacto orçamentário detalhados para o fundo do FGTS em 2026.
Diante disso, o grupo técnico deve se reunir na próxima semana para analisar a viabilidade financeira antes que a proposta siga para a palavra final do Conselho Curador.
Apesar do aceno à classe média, o programa mantém seu pilar de subsídios para famílias de menor poder aquisitivo. O suporte financeiro do governo é inversamente proporcional à renda: quanto menos a família ganha, maior é o auxílio estatal para reduzir o valor das parcelas ou da entrada.
Atualmente, o cenário para quem deseja financiar é o seguinte:
Fonte: Reprodução/2026