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Coração de menina vítima de acidente no PI salva bebê no Ceará
Da Capital do Piauí ao Ceará: O transplante que mobilizou duas famílias.
24/02/2026 12h50 Atualizada há 2 horas
Por: Jessyca Sampaio Fonte: Piauí Hoje
Foto: Reprodução / Redes sociais

A bebê Sophia Vitória, de 20 meses, passou por um transplante cardíaco fundamental para sua sobrevivência em Fortaleza. O órgão doado pertencia a Marina Ferreira Rocha, criança de 7 anos que foi vítima de um acidente fatal em Teresina.

Sophia sofria de cardiopatia dilatada, doença que causa a dilatação do coração e compromete sua função vital. A família da bebê, natural do interior do estado, mantinha residência temporária em Fortaleza para viabilizar o tratamento desde o diagnóstico, no final de 2024. Emocionados, os pais de Sophia agradeceram a solidariedade e as preces recebidas durante o processo.


Fonte: Reprodução/Redes sociais

Registros nas redes sociais registraram a chegada do coração ao hospital em Fortaleza. Após o procedimento, os familiares comunicaram que a cirurgia foi um sucesso.

A autorização para a captação dos órgãos foi concedida pelos pais de Marina Ferreira Rocha no sábado (21). A menina estava internada em um hospital particular na capital piauiense. O procedimento seguiu os protocolos legais e éticos logo após a decisão da família.
A empreendedora Cynara Lopes, agradeceu pelas orações recebidas e falou sobre a decisão tomada em conjunto com o esposo, o tabelião Aurino Rocha.
"Decidimos que, através da vida da Marina, outras vidas poderão ser abençoadas. Autorizamos a doação de seus órgãos para que esse gesto de amor alcance outras crianças e famílias"

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O Poder de Salvar Vidas: Como funciona a doação de órgãos no Brasil

A doação de órgãos é um processo seguro e rigoroso, realizado apenas após a confirmação da morte encefálica e com base em protocolos estritos do Ministério da Saúde. No Brasil, o passo decisivo cabe à família, cuja autorização é indispensável para que o procedimento ocorra.

Uma vez autorizado, o processo entra em uma rede de alta precisão: os órgãos são destinados a uma lista de espera única e nacional. A prioridade é definida por critérios técnicos, como a urgência do estado de saúde do receptor, o tempo de aguardo e a compatibilidade genética. O impacto desse gesto é imenso: um doador pode salvar até oito vidas e transformar o destino de dezenas de outras pessoas por meio da doação de tecidos.

"O ato de doar órgãos é um gesto transformador: um único doador tem o potencial de salvar oito pessoas e melhorar a qualidade de vida de dezenas de outras por meio da doação de tecidos."