Um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais nos últimos dias provocou forte repercussão em São Miguel da Baixa Grande e resultou na exoneração de um servidor municipal. Nas imagens, o então assessor da Secretaria de Cultura, Lucas Alves das Chagas, aparece ostentando R$ 7 mil em espécie, contando as cédulas e fazendo declarações que insinuam ligação do dinheiro com sua atuação na política.
Na gravação, o ex-servidor diz: “Mil, dois mil, três mil, quatro mil, cinco mil, seis mil, sete mil reais. Chama ‘fia’, chama. Tu não quer se envolver em política, tu não quer me acompanhar. Chama, ‘bora’ gastar”. Embora não mencione diretamente a origem da quantia, a fala gerou indignação entre moradores, principalmente pelo fato de ele ocupar cargo na Prefeitura à época da divulgação das imagens.
O vídeo rapidamente se espalhou em grupos de mensagens e plataformas digitais, levantando questionamentos e críticas sobre a conduta do assessor. Parte da população associou o dinheiro exibido a possíveis recursos públicos, o que intensificou a revolta e pressionou a gestão municipal a se posicionar.
Diante da repercussão negativa, o prefeito Francisco Bispo da Chagas (PSD) anunciou a exoneração de Lucas Alves das Chagas. Segundo o gestor, a medida foi adotada como forma de preservar a confiança da população e reafirmar o compromisso da administração com a ética e a responsabilidade no trato com os recursos públicos.
Em pronunciamento, o prefeito esclareceu que o vídeo não é recente e foi gravado antes da campanha eleitoral de 2024, portanto, antes do início de seu mandato. Ele também destacou que a situação não tem relação com a atual gestão municipal.
A decisão de exoneração foi vista como uma resposta direta à pressão popular e à ampla repercussão do caso nas redes sociais, que transformaram o episódio em um dos assuntos mais comentados no município nos últimos dias.
O prefeito Francisco Bispo da Chagas divulgou nota pública esclarecendo os fatos:
Ele afirmou que o vídeo foi gravado em período anterior à campanha eleitoral, não possuindo qualquer relação com a atual administração. Reforçou ainda que não compactua com condutas que contrariem os princípios da ética, da moralidade e da responsabilidade na utilização dos recursos públicos.
Por fim, destacou que a exoneração foi determinada como forma de preservar a confiança da população e reafirmar o compromisso da gestão com a transparência e o respeito ao dinheiro público, mantendo-se à disposição para esclarecimentos adicionais e reiterando o compromisso com uma administração séria e voltada ao interesse coletivo.