O sal foi o produto que apresentou a maior variação de preços entre os supermercados pesquisados em Fortaleza. De acordo com a primeira pesquisa de preços realizada em 2026 pelo Procon Fortaleza, o valor do quilo pode oscilar até 596%, dependendo do bairro onde é comercializado.
Segundo o levantamento, o sal pode ser encontrado por R$ 0,99 nos bairros Siqueira (Regional 5) e Mondubim (Regional 10), enquanto o preço mais alto foi registrado na Aldeota (Regional 2), chegando a R$ 6,89.
Além do sal, outros itens como cereais, enlatados, frutas e verduras também figuram entre os produtos com maiores diferenças de preços. As regionais 2, 4, 8 e 12 concentram os valores mais elevados, enquanto as regionais 1, 5, 10 e 11 apresentam os menores preços.
O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 22 de janeiro, reforçando a importância da pesquisa de preços para o consumidor que busca economia no dia a dia.
O Procon Fortaleza acompanha, mensalmente, 100 produtos considerados essenciais, divididos por itens de cereais e enlatados, carnes e aves, padaria, frutas e verduras, higiene pessoal, limpeza doméstica, cuidados e higiene infantil, alimentação infantil e ainda alimentação e produtos pets. A coleta de preços é realizada presencialmente em 36 supermercados, distribuídos por todas as regionais de Fortaleza.
Entre as frutas, o preço do mamão formosa (1 Kg) chega a 201% de diferença, custando R$ 2,99, no Parque Santa Maria (Regional 9), a R$ 8,99 na Aldeota (Regional 2).
Para o presidente do Procon Fortaleza, Wellington Sabóia, a primeira pesquisa do ano nos supermercados passou por adequações cujo objetivo é padronizar a coleta de preços, de modo a oferecer maiores opções com produtos mais baratos, tendo em vista que alguns itens deixam de ser pesquisados somente por marcas e passam a ser buscados pelo menor valor.
"Ajustamos alguns itens com especificação de menor preço devido à diversidade de marcas. Com isto, o consumidor terá mais produtos com valores mais em conta, deixando a escolha da marca a critério de quem vai comprar", explicou Sabóia.