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Após testes partindo do Piauí, Transnordestina planeja novas operações com grãos e minérios
A Ferrovia Transnordestina já planeja novas viagens de teste com diferentes tipos de carga, avançando para uma etapa de maior diversificação do tra...
18/01/2026 10h40
Por: Redação Portal Verdes Campos Sat Fonte: Secom Piauí

A Ferrovia Transnordestina já planeja novas viagens de teste com diferentes tipos de carga, avançando para uma etapa de maior diversificação do transporte ferroviário. Estão em estudo operações com soja, além de graneis sólidos minerais, como gipsita, calcário e gesso agrícola, previstas para as próximas semanas e meses. Os primeiros testes de operação foram realizados no trecho entre Piauí e Ceará.

A estratégia da concessionária Transnordestina Logística (TLSA), responsável pela operação da ferrovia, é variar as mercadorias transportadas para avaliar, de forma mais ampla, o funcionamento da linha férrea.

Segundo o diretor Comercial e de Terminais da TLSA, Alex Trevizan, a intenção é testar diferentes perfis de carga. “Pretendemos fazer um transporte com soja. Mas, fugindo um pouco do granel sólido agrícola, há a possibilidade, ainda neste mês, de realizar um transporte de gipsita. Talvez no mês que vem, de calcário e gesso agrícola, para diversificar um pouco mais o granel sólido mineral”, afirmou o gestor.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Transnordestina (Foto: Yasmin Fonseca/MIDR)

As datas das próximas viagens ainda não estão definidas, assim como o número total de operações previstas nesta fase. Esse período de testes é considerado essencial para validar toda a cadeia logística, desde o carregamento até o descarregamento das cargas.

Como parte desse processo, a Transnordestina realizou, em 11 de janeiro, o segundo teste operacional, com o transporte de 946 toneladas de sorgo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) até o Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará, em uma viagem de aproximadamente 16 horas. A operação contribuiu para a avaliação da infraestrutura e dos sistemas utilizados no transporte ferroviário.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Segundo teste da Transnordestina leva carga de sorgo ao Terminal Logístico de Iguatu (Foto: Divulgação/MIDR)

Paralelamente aos testes, a ferrovia segue recebendo investimentos públicos e privados voltados à conclusão das obras e à ampliação da capacidade operacional. A Transnordestina é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola e mineral do Nordeste, ao conectar regiões produtoras do interior aos principais corredores logísticos e portos da região.

Com cerca de 1.200 quilômetros de extensão, a Ferrovia Transnordestina é um dos principais projetos estruturantes do Nordeste brasileiro. O empreendimento tem como objetivo reduzir custos de transporte, ampliar a competitividade logística e impulsionar o desenvolvimento econômico regional, além de contribuir para a geração de emprego e renda.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Transnordestina (Foto: Yasmin Fonseca/MIDR)

Para garantir que a produção do Nordeste chegue rapidamente aos centros de consumo, a TLSA planeja a instalação de seis a oito terminais logísticos. Entre as estruturas previstas, destacam-se pontos estratégicos como Eliseu Martins e Bela Vista do Piauí (PI), Trindade e Salgueiro (PE), além de Missão Velha, Maranguape e o Porto do Pecém (CE). Há outros terminais de parceiros privados, como em Quixeramobim e Iguatu (CE).

Os investimentos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) na ferrovia já ultrapassam R$ 5,3 bilhões, com a liberação de novos recursos para a obra. Desde 2023, o financiamento vem sendo estruturado pela Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros (SNFI), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Foto: Reprodução/Secom Piauí