Nesta segunda-feira (12), a mãe de 31 anos que descartou uma recém-nascida morta em um saco de lixo em uma área de mata no bairro Vale Quem Tem, Zona Leste de Teresina, foi indiciada por ocultação de cadáver.
Segundo a delegada Nathalia Figueredo, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o laudo médico apontou que a criança nasceu viva e morreu em decorrência do parto.
“Já não era um feto, era uma criança que tinha condição de nascer. Precisávamos saber se havia nascido viva ou morta; se morta, se o aborto foi natural ou criminoso. Se viva, se a morte foi natural, acidental ou em um contexto de crime”, explicou a delegada.
O crime ocorreu no dia 15 de novembro de 2025 e a mulher foi liberada no dia seguinte após pagar uma fiança de R$ 3 mil.
"Agora vai iniciar a fase processual, o inquérito foi enviado ao Ministério Público no contexto de denúncia", relatou a delegada.
A Polícia Civil informou que a mulher levou o recém-nascido na sacola para o trabalho e permaneceu com ele por várias horas antes de descartá-lo.
Após passar o dia com a criança, a mulher solicitou uma corrida por aplicativo. Ao se aproximar de casa, pediu que o motorista parasse e jogou a sacola em uma área de mata.
A recém-nascida foi encontrada pelo próprio motorista, que voltou ao local na manhã seguinte.
"Ele (o motorista) chegou a questionar, ela falou que era resíduos da empresa. Ele desconfiou, voltou ao local e ao abrir, encontrou o feto de sexo feminino e acionou a polícia", informou a delegada.
A mulher, que morava próximo ao local onde o feto foi deixado, foi localizada ainda no dia 16. Ela e o motorista foram encaminhados ao DHPP e ambos se reconheceram.