A artrose é o desgaste da cartilagem que reveste nossas articulações e ocorre devido ao envelhecimento do ser humano. Entretanto, nem todas as regiões são afetadas pelo problema. Ela atinge, principalmente, mãos, quadris, coluna e joelhos, acometendo cerca de 15 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.
A artrose do joelho, por exemplo, é o desgaste de todas as estruturas existentes nele. Ou seja, menisco, cartilagem, ligamentos, tendões e o próprio osso. Thalisson Lima, ortopedista e professor do curso de Medicina da UNINASSAU Sul, afirma que esse problema é um processo degenerativo das articulações do corpo e ocorre naturalmente com o processo de envelhecimento.
“Quem viver muito vai ter algum grau de artrose, uns mais e outros menos. Isso depende do que a pessoa fizer ao longo da vida. As articulações do nosso corpo são como uma engrenagem perdendo o lubrificante e as peças vão envelhecendo com o tempo, sendo normal aparecerem dores, rigidez e incômodo”.
Geralmente, o problema se manifesta em mulheres na menopausa. Nessa fase, ocorre uma diminuição significativa dos hormônios que contribuem para as saúdes muscular e óssea. Consequentemente, podem experimentar perda dessas massas e surgirem queixas articulares. Em homens, a maior incidência costuma ser observada a partir dos 50 anos.
Muitas pessoas acreditam que, com uma certa idade, já não é possível manter uma rotina de atividades físicas devido ao joelho. “Se parar de se movimentar, a 'egrenagem' trava de vez e vai ser pior. O exercício é um grande aliado e deve ser incentivado pelos médicos e profissionais de saúde que acompanham o paciente”, revela Thalisson, professor do curso de Medicina da UNINASSAU Sul.
Ainda segundo o ortopedista, há um conjunto de medicações que agem desinflamando o joelho. Além disso, é importante adotar medidas como perda de peso, alimentação regrada, estilo de vida saudável e uma boa noite de sono.