
A vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva, foram ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), na manhã desta quarta-feira (7), no curso da investigação que apura um esquema de corrupção que desmontou a administração pública do município, a 157 km de São Luís . Eles ficaram em silêncio durante oitiva.
Com esses depoimentos, chega a oito o número de investigados que foram conduzidos para serem ouvidos peloa MP-MA. Sete deles permaneceram em silêncio, enquanto apenas Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, chefe do Setor de Compras do município, respondeu às perguntas e negou qualquer participação no esquema.
O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e a primeira-dama Eva Curió, deveriam prestar depoimento nesta terça-feira (6), mas a oitiva foi adiada, a pedido da defesa, a qual alegou que precisa ter acesso às provas na íntegra. Segundo os advogados, com o recesso de fim de ano, algumas provas não foram liberadas a tempo.
O depoimento do prefeito estava previsto para as 9h e o da primeira-dama para 9h30, mas só deverão ser realizado na sexta-feira (9).
Depois dessa etapa, o Ministério Público vai confrontar as declarações com as provas e deve formalizar a denúncia contra os investigados.
Gestores, empresários, servidores, vereadores e um ex-vereador são investigados por integrar o esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 56 milhões por meio de empresas fictícias criadas pelo prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e seus aliados.
Todos os acusados estão presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, exceto os vereadores do município e o presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, que cumprem prisão domiciliar. (entenda mais abaixo).
Investigados ficaram em silêncio durante depoimento
Segundo o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), dos investigados, apenas Gerusa prestou depoimento e negou participação no esquema. De acordo com as investigações, ela auxiliava na gestão financeira dos recursos desviados e ocultava a não realização de contratos firmados entre a Prefeitura de Turilândia e as empresas envolvidas.
Ainda de acordo com o MP-MA, os outros cinco investigados ouvidos não responderam às perguntas, exercendo o direito constitucional de permanecer calados durante os interrogatórios. Os depoimentos foram realizados durante toda a manhã, na sede do MP em São Luís. Também foram ouvidos:
Eustáquio Diego Fabiano Campos. Ele é médico neurocirurgião e segundo o Ministério Público, atuava como agiota e emprestava dinheiro para campanhas políticas;
Clementina de Jesus Pinheiro - pregoeira do Município de Turilândia;
Wandson Jonath Barros - contador do município e apontado como controlador financeiro dos desvios, segundo o MP;
Janaína Soares Lima - ex-vice-prefeita de Turilândia. Segundo o MP, ela é uma das proprietárias do Posto Turi que teria recebido mais de R$ 17 milhões entre 2021 e 2025.
Marlon de Jesus Arouche Serrão - marido da ex-vice-prefeita e proprietário do Posto Turi.
As oitivas estavam, inicialmente, previstas para começar no dia 29 de dezembro, mas foram remarcadas após pedido da defesa da maioria dos investigados, que alegou não ter tido acesso às investigações e ao processo durante o recesso.
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