O Jornal Veres Campos 1ª Edição desta sexta-feira (02), apresentado por Emanuel Lucas e Vanilson Brito, recebeu o Climatologista e Diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, Werton Costa, para falar sobre as previsões para o período chuvoso 2026, considerando a safra do grande ao pequeno agricultor.
O monitoramento climático é feito por equipes da Defesa Civil por meio de equipamentos que permitem em tempo real, averiguar as condições do clima. "A gente acessa a plataforma de São José dos Campos, o Inpe, a plataforma de Brasília, o Inmet e as vezes plataformas estrangeiras", afirma o diretor.
De acordo com Werton Costa, o foco da Defesa Civil é evitar a lesão e prejuízos para os municípios e agricultores que não tem acesso a equipamentos de irrigação, por exemplo, para ter sua plantação colhida no tempo certo.
A estiagem predominou em quase toda a região Nordeste em 2025, com safras perdidas por falta de chuva ou intervalos prolongados entre as precipitações. Esse fator pode ser explicado pelo resfriamento do oceano atlântico que tem influência direta nas chuvas da região.
O oceano atlântico, tem relação direta com as chuvas que caem na costa norte do Brasil, principalmente no Nordeste. O climatologista afirma que quanto mais aquecida a água do atlântico, maior são as chances de chuvas, em volume e período, fator positivo principalmente, para o pequeno agricultor que depende exclusivamente da água das chuvas para sua plantação.
Como orientação para 2026, manter a fé e perseverança, monitorar o aquecimento do oceano e usar a sabedoria do sertanejo, é um conjunto de fatores que contribuirá para uma maior segurança hídrica nos municípios e uma safra satisfatória para este ano, conclui o climatologista.