Geral Exame
Psicóloga traz dicas para manter o equilíbrio emocional durante a prova do ENEM
Rotina de estudo adequada e exercício físico são peças-chave para o bem-estar da mente e do corpo
05/11/2026 15h48
Por: Fabio Brito Fonte: Assessoria

A primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) acontece no próximo domingo, dia 08. A prova pode representar para diversos estudantes a oportunidade de ingressar na primeira graduação ou em um segundo curso, além de ser um momento marcado por expectativas, cobranças e decisões importantes sobre o futuro. Por isso, cuidar da saúde mental é fundamental para favorecer a aprendizagem e ajudar o aluno a enfrentar o teste de maneira mais equilibrada. Nos dias anteriores à prova, ou mesmo durante o teste, é bastante comum que os estudantes apresentem um aumento da ansiedade.

É importante compreender que a ansiedade, em níveis moderados, é uma resposta natural do organismo diante de situações percebidas como desafiadoras, podendo, inclusive, favorecer a atenção e a mobilização para uma tarefa. Contudo, o problema surge quando essa ansiedade se torna muito intensa e começa a comprometer o sono, a concentração e o bem-estar. De acordo com a coordenadora do curso de Psicologia do Unifacid Wyden, Karol Pessoa, uma das formas de amenizar essa sensação é dizer ao estudante “que ele se preparou dentro das suas condições, incluindo a organização da rotina e a maneira como irá lidar com os desafios durante o exame”, explica.

Ela ainda acrescenta ser fundamental evitar pensamentos excessivamente catastróficos, como acreditar que um resultado insatisfatório significa fracasso ou que toda a sua trajetória será definida por uma única prova. “Estratégias simples, como exercícios de respiração, atividade física, momentos de lazer e conversas com pessoas de confiança, podem contribuir para a regulação emocional. O mais importante é que o estudante compreenda que sentir ansiedade não significa estar despreparado ou ser incapaz de realizar uma boa prova”, reforça a psicóloga Karol.

Nesse sentido, um dos aspectos mais importantes é compreender que o resultado de uma prova não define a capacidade intelectual, o valor pessoal ou as possibilidades futuras do um estudante. Além disso, Karol ressalta que “é natural sentir tristeza ou decepção diante de um resultado diferente do esperado. Esses sentimentos não precisam ser negados ou minimizados. É importante acolhê-los, compreender o que essa experiência representa e, gradualmente, reorganizar as expectativas”, pontua.

Estudo equilibrado e dicas para o dia da prova

Especialistas orientam sobre a importância de não estudar de maneira ininterrupta, já que é preciso manter uma rotina de estudos organizada, com metas realistas, pausas regulares e horários adequados de sono. Além disso, praticar exercícios físicos, conviver com amigos, estar com a família e reservar momentos para atividades de interesse pessoal não são perdas de tempo e devem ser estimuladas, já que contribuem para a saúde mental.

No dia da prova, o ideal é evitar mudanças bruscas na rotina. Dormir adequadamente na noite anterior, alimentar-se de maneira habitual, manter-se hidratado e chegar ao local com antecedência são cuidados simples que ajudam a reduzir situações de estresse desnecessárias. Durante o exame, é importante respeitar seu próprio ritmo: se encontrar uma questão muito difícil, por exemplo, pode ser mais produtivo passar para outra e retornar posteriormente.

Outra estratégia é utilizar pequenas pausas para regular a respiração e diminuir a ativação fisiológica associada à ansiedade. “O desempenho em uma avaliação é influenciado por diferentes fatores, incluindo condições emocionais, sociais, familiares e oportunidades de aprendizagem. Portanto, não podemos reduzir toda a trajetória de um estudante a uma nota”, finaliza a psicóloga Karol.