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Conforto além do home office: a volta ao presencial
Com a reorganização dos modelos de trabalho, empresas voltam a olhar para os ambientes corporativos, a adequação do mobiliário e as condições oferecidas aos profissionais durante a jornada.
04/11/2026 17h42
Por: Redação Portal Verdes Campos Sat Fonte: Agência Dino

A retomada do trabalho presencial tem colocado em evidência uma questão que vai além da localização dos profissionais: a qualidade dos ambientes em que trabalham. Depois da expansão do home office, os modelos híbridos nos escritórios voltam a ocupar um papel importante na rotina de muitas empresas, trazendo para o centro da discussão a ergonomia, o conforto e a adequação dos espaços às necessidades de quem os utiliza.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), em parceria com a Umanni, ouviu 3.821 profissionais de Recursos Humanos durante o Conarh e identificou que 46,6% das empresas participantes mantinham o regime totalmente presencial, enquanto 46,2% adotavam o modelo híbrido, segundo levantamento divulgado em 2025 pela Contec Brasil. Os dados indicam que o trabalho presencial e o híbrido coexistem no mercado brasileiro, tornando relevante a discussão sobre a infraestrutura oferecida nos ambientes corporativos.

Ergonomia como parte da experiência de trabalho

Quando a rotina profissional envolve longos períodos diante do computador, o mobiliário deixa de ser apenas um elemento funcional e passa a integrar as condições de realização das atividades. A altura da mesa, o posicionamento dos equipamentos, o apoio lombar e a possibilidade de ajustar a cadeira às características individuais são aspectos que merecem atenção no planejamento dos espaços.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aborda a ergonomia como uma disciplina voltada à compreensão das interações entre as pessoas e os demais elementos de um sistema. Essa perspectiva considera as condições em que as atividades são realizadas e a relação entre as características humanas e a organização do trabalho. Mais informações estão disponíveis na página institucional sobre ergonomia.

Nesse contexto, a ergonomia não se limita à escolha de uma cadeira ou à disposição dos móveis. Ela envolve a análise das tarefas realizadas, das condições ambientais, da organização do trabalho e das características de quem ocupa o espaço. A adequação desses fatores ajuda a construir estações de trabalho mais compatíveis com as exigências da rotina profissional.

Cadeira ergonômica e NR-17: o que as empresas precisam considerar

Entre os componentes de uma estação de trabalho, a cadeira ergonômica tem papel importante para quem permanece sentado durante períodos prolongados. Recursos como regulagem de altura, apoio lombar e regulagem dos braços permitem adaptar o mobiliário às necessidades de diferentes usuários, desde que sejam utilizados de maneira adequada e em conjunto com os demais elementos da estação.

No Brasil, a Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17), do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece parâmetros para adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. A norma considera não apenas o mobiliário, mas também os equipamentos, as condições ambientais e a organização das atividades. A versão vigente pode ser consultada no portal oficial do Ministério do Trabalho e Emprego.

A participação dos trabalhadores também faz parte dessa avaliação. Em reportagem publicada pela Fundacentro, o auditor-fiscal do Trabalho Mauro Müller destaca a relevância do envolvimento dos profissionais nas avaliações ergonômicas. Como afirma Müller: "Toda esta estratégia tem como requisito a participação dos trabalhadores tanto na AEP quanto na AET". A declaração está disponível na publicação institucional Nova NR-17 prevê participação dos trabalhadores.

A análise ergonômica deve considerar as atividades efetivamente realizadas e as condições em que elas acontecem. Por isso, a escolha de cadeiras ergonômicas precisa levar em conta as possibilidades de regulagem, as dimensões do mobiliário, o perfil dos usuários e a compatibilidade com as tarefas. A aquisição dos equipamentos, isoladamente, não substitui a avaliação das condições de trabalho nem garante, por si só, a conformidade de todo o ambiente com a norma.

O papel do design na transformação dos escritórios

A reorganização dos espaços corporativos também aproxima ergonomia e design. Além de atender às necessidades funcionais, os ambientes de trabalho precisam considerar circulação, iluminação, distribuição das estações e integração entre áreas individuais e coletivas. Nesse cenário, o mobiliário participa tanto da experiência de uso quanto da identidade visual dos escritórios.

A DT3, marca brasileira de cadeiras ergonômicas, lidera esse mercado há mais de 11 anos. Sua linha para escritório faz parte de uma categoria em que ajustes, suporte lombar e características construtivas são aspectos relevantes na escolha do mobiliário. A presença da marca nesse contexto acompanha uma discussão mais ampla sobre como conciliar ergonomia, funcionalidade e design na composição dos ambientes corporativos.

A relação entre mobiliário e condições reais de trabalho também aparece em projetos técnicos desenvolvidos pela Fundacentro. Em uma iniciativa voltada ao setor de confecção, o ergonomista Ricardo Serrano explicou a importância de observar a atividade antes de definir soluções: "Na ergonomia, você tem que observar muito como o trabalhador trabalha". A declaração foi publicada pela instituição em uma reportagem sobre o desenvolvimento de cadeiras e estações de trabalho adaptadas às necessidades dos profissionais, disponível em Cadeiras ergonômicas chegam ao setor de costura.

A mudança no modelo de trabalho também reforça a importância de avaliar o escritório a partir da experiência de quem o utiliza diariamente. Mais do que disponibilizar postos de trabalho, as empresas precisam considerar se o ambiente, os equipamentos e a organização das atividades são compatíveis com as demandas da jornada.

Com a convivência entre formatos presenciais e híbridos, a ergonomia permanece como um critério relevante para o planejamento corporativo. A cadeira ergonômica é uma parte dessa equação, mas seu potencial depende da integração com uma estação de trabalho bem dimensionada, de ajustes adequados e de condições que considerem as necessidades reais dos profissionais.