O Corpo de Bombeiros atendeu a duas ocorrências envolvendo animais que caíram em buracos em menos de duas horas, nesta terça-feira (27 de outubro), em Luís Correia, no litoral do Piauí. Em uma das situações, uma vaca foi resgatada com vida de um poço. Na outra, um cavalo morreu após cair em uma estrutura que seria uma fossa desativada.
Na primeira ocorrência, os bombeiros foram acionados para retirar uma vaca que havia caído em um poço do tipo cacimbão. A equipe conseguiu realizar o resgate e retirar o animal com vida.
Já no segundo atendimento, um cavalo caiu em um buraco localizado no fundo de um terreno particular. Segundo os bombeiros, a estrutura seria uma fossa desativada, coberta apenas por telhas de amianto desgastadas, sem proteção adequada.
De acordo com o tenente-coronel Rivelino de Moura, quando a equipe chegou, o animal estava agonizando e possivelmente permanecia naquela situação havia entre oito e 12 horas.
Apesar dos esforços dos profissionais durante a operação, o cavalo não resistiu e morreu.
O Corpo de Bombeiros informou que este foi o terceiro caso envolvendo animais que caíram em buracos na região em menos de um mês.
Uma ocorrência anterior aconteceu na noite de 12 de outubro, quando uma vaca caiu em uma fossa com mais de dois metros de profundidade, no bairro Atalaia, também em Luís Correia.
Na ocasião, o animal estava debilitado, e a presença de dejetos na fossa dificultou o trabalho da equipe. Os bombeiros utilizaram técnicas para facilitar a retirada e conseguiram resgatar a vaca com vida. Ela apresentava apenas escoriações leves.
Segundo a corporação, os três casos ocorreram em terrenos particulares com estruturas sem proteção, sinalização ou isolamento adequado.
O Corpo de Bombeiros reforça que poços, fossas desativadas e outros buracos abertos representam riscos para pessoas e animais, além de exigirem operações de resgate com equipes e equipamentos especializados.
A orientação é que os proprietários mantenham essas estruturas fechadas com coberturas resistentes, sinalização e isolamento adequado, evitando que pessoas ou animais tenham acesso aos locais.