As semifinais da CONMEBOL Libertadores reservaram momentos de extrema tensão e emoção do início ao fim. Nas partidas de volta, o drama foi o protagonista absoluto: Palmeiras e Estudiantes de La Plata garantiram suas vagas para a grande decisão do continente após superarem disputas de pênaltis acirradas e com brilho de seus respectivos arqueiros.
Reação tricolor no tempo normal e glória alviverde na marca da cal
Palmeiras (5) 0 x 1 (3) Fluminense [Ida: 2 x 1]
Nubank Parque - São Paulo
Foto: Reprodução/CONMEBOL
Após a vitória do Palmeiras por 2 a 1 no Maracanã no jogo de ida, o reencontro no Nubank Parque exigia do Fluminense uma postura de ataque. O Tricolor carioca pressionou e conseguiu furar a defesa alviverde aos 37 minutos do segundo tempo com gol de Hércules. Com a vitória tricolor por 1 a 0, o placar agregado ficou empatado em 2 a 2, levando a decisão vaga a vaga diretamente para a cobrança de penalidades.
Na marca da cal, a eficiência do Palmeiras falou mais alto. Maurício, Gusatvo Gómez, Ramón Sosa e Piquerez fizeram o Verdão abrir margem para a vaga. O Fluminense por sua vez, cobrou com Thiago Silva, Hércules e Guilherme Arana. Na quarta cobrança do Flu, o goleiro Carlos Miguel defendeu o tiro de Nonato, e o Verdão, garantiu sua classificação para a segunda final consecutiva da competição após a conversão de pênalti de Marlon Freitas.
Foto: Reprodução/CONMEBOL
O Palmeiras se isolou ainda mais como clube brasileiro com mais finais de Libertadores da história. São 8 finais, sendo que 4 delas foram no intervalo de 8 anos. O Alviverde agora busca o tetracampeonato do torneio, já que conquistou a primeira taça em 1999 contra o Deportivo Cali, a segunda em 2020 contra o Santos e a terceira em 2021 contra o Flamengo.
Um herói uruguaio para uma classificação argentina no Maracanã
Flamengo (2) 0 x 0 (3) Estudiantes (ARG) [Ida: 0 x 0]
Estádio do Maracanã - Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/CONMEBOL
Depois de um empate por 0 a 0 no jogo de ida no Estádio Jorge Luis Hirschi, o Flamengo entrou em campo no Maracanã para mais de 70 mil pessoas, precisando de uma vitória simples para avançar.
O confronto no Rio de Janeiro seguiu o mesmo panorama tenso da Argentina. O Estudiantes impôs forte marcação e sofreu com a expulsão de Baltasar Rodríguez no início da segunda etapa. Mesmo com um homem a mais, o Flamengo não conseguiu converter suas chances em gol, e o placar permaneceu zerado ao fim dos 90 minutos.
Foto: Reprodução/CONMEBOL
Nas penalidades máximas, os cobradores do Estudiantes mantiveram o teto emocional ajustado e venceram por 3 a 2. Pelo lado argentino, Sosa, Mancuso e Palacios converteram, garantindo o retorno do time de La Plata à decisão da Libertadores. O destaque negativo para o Flamengo, foram os pênaltis perdidos por Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique, todos defendidos pelo goleiro uruguaio Fernando Muslera.
O Estudiantes não jogava uma final de Libertadores desde 2009. O clube argentino possui cinco finais disputadas com 4 títulos ganhos, sendo que 3 deles foram em sequência. O primeiro em 1968 sobre o Palmeiras, o segundo em 1969 contra o Nacional (URU), o terceiro em 1970 contra o Peñarol (URU) e o quarto e último em 2009 contra o Cruzeiro.
Os finalistas da américa se reencontram
Em 1968, Palmeiras e Estudiantes buscavam o título inédito do torneio. No período, as finais eram jogadas em ida e volta, mas com a aplicação de 2 pontos por vitória. Se no primeiro jogo, o time A vencia e no segundo o time B também vencia, a decisão do título iria para um jogo desempate em local neutro escolhido pela CONMEBOL.
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Naquela edição, o primeiro duelo aconteceu no Estádio Jorge Luís Hirschi, em La Plata no dia 02 de maio, com vitória argentina por 2 a 1. No jogo da volta, no dia 07, o Palmeiras deu o troco e venceu o Estudiantes por 3 a 1 no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Como os dois somaram 2 pontos, o jogo desempate foi decidido no Estádio Centenario em Montevidéu (palco da decisão em 2026), onde o Estudiantes se sagrou campeão ao bater os paulistas por 2 a 0, no dia 16 de maio daquele ano.
A Grande Final
Com os resultados, Palmeiras e Estudiantes disputarão a grande final em jogo único no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu. O Palmeiras busca o Tetracampeonato do torneio e se tornar o maior time paulista campeão continental, além de empatar em conquistas com seu rival interestadual Flamengo. Já o Estudiantes, busca o Pentacampeonato do continente e se igualar ao Peñarol (URU) no ranking histórico.