Um exame de DNA ajudou a identificar um suspeito de estupro cometido há sete anos em Vitorino Freire, no Maranhão. O material genético de José Leandro Gonçalves Silva, preso neste ano por suspeita de outro estupro, apresentou compatibilidade com vestígios recolhidos após o crime, em agosto de 2019, segundo a Polícia Civil.
Na época, uma mulher foi estuprada por um homem que invadiu sua casa. Após o crime, a vítima procurou atendimento em um hospital municipal, onde foram coletadas amostras para análise. A polícia também recolheu materiais na residência, que foram encaminhados para perícia.
Dois homens chegaram a ser investigados e passaram por exames de DNA, mas ambos foram descartados. Em 2020, o perfil genético encontrado nos vestígios foi incluído no Banco Estadual de Perfis Genéticos e, posteriormente, compartilhado com o banco nacional.
Até então, o material genético de José Leandro não constava no banco nacional, o que impedia sua identificação por meio do sistema. O DNA dele só foi incluído neste ano, após a prisão, permitindo que os peritos relacionassem o suspeito ao crime ocorrido em Vitorino Freire.
Como o exame de DNA ajudou na investigação
Segundo o delegado Rildo Portela, responsável pela investigação, a polícia recolheu, na época do crime, a roupa íntima utilizada pela vítima e material da cama onde ocorreu o estupro. Os itens foram encaminhados ao Instituto de Genética Forense do Maranhão, em São Luís, onde os peritos conseguiram identificar e armazenar um perfil genético.
“Foi colhido seu material genético. Quando foi constatado na base de dados do sistema de DNA, coincidiu”, explicou o delegado.
O resultado foi confirmado em um laudo do Instituto de Genética Forense do Maranhão (IGF/MA), emitido em 9 de outubro de 2026. Segundo as informações da investigação, os peritos classificaram a evidência genética como extremamente forte.
De acordo com Rildo Portela, o banco estadual é integrado ao Banco Nacional de Perfis Genéticos, o que permite comparar amostras coletadas em diferentes investigações e identificar possíveis suspeitos, mesmo anos após os crimes.
O laudo foi encaminhado à Delegacia de Vitorino Freire para auxiliar na investigação. A compatibilidade genética deve ser analisada em conjunto com as demais provas para determinar a autoria do crime.
Segundo a polícia, José Leandro também é suspeito de envolvimento em assaltos registrados em outros municípios do Maranhão e possui histórico de prisões no estado. Ele permanece preso e à disposição da Justiça.