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CPTM homenageia maquinistas de diferentes gerações no dia dedicado à profissão
Com histórias que se confundem com a própria evolução do transporte ferroviário, profissionais contam como o preparo técnico e a paixão garantem a ...
20/10/2026 09h19
Por: Redação Portal Verdes Campos Sat Fonte: Secom SP

Todos os dias, enquanto milhares de passageiros seguem seus trajetos pelas linhas da CPTM, profissionais capacitados atuam para que cada viagem aconteça com segurança e pontualidade. Na cabine dos trens, os maquinistas são responsáveis pela condução das composições e desempenham uma função estratégica que exige preparo, atenção constante e alto conhecimento técnico.

Para marcar o Dia do Maquinista, celebrado em 20 de outubro, a CPTM apresenta histórias de profissionais que escolheram os trilhos como caminho de vida. Com diferentes tempos de casa, eles compartilham como ingressaram na função, as responsabilidades da atividade e as transformações vividas pela profissão ao longo das últimas décadas.

As mudanças na malha ferroviária também podem ser compreendidas pelo olhar de quem acompanhou diferentes momentos dessa evolução. Com 41, 30 e 15 anos de trajetória na Companhia, três maquinistas relatam as experiências que marcaram suas carreiras e os desafios de se adaptar às novas tecnologias e realidades da operação.

Quatro décadas dedicadas aos trilhos

Com 41 anos de trajetória ferroviária, Antônio Barbosa acompanhou de perto as transformações do setor. Foram 14 anos na antiga FEPASA e outros 27 na CPTM, período em que operou 19 modelos diferentes de trem e atendeu passageiros das linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e, atualmente, da Linha 10-Turquesa.

“A CPTM foi a melhor coisa que aconteceu comigo. Ficar 41 anos em uma empresa não é fácil, fazer o mesmo percurso todos os dias, mas é extremamente gratificante”, conta Antônio.

Ao longo da carreira, ele acumulou lembranças que ultrapassam a rotina operacional. Entre elas está a condução do trem Toshiba, da antiga FEPASA, pelo qual guarda carinho especial. Próximo de encerrar seu ciclo profissional, o veterano faz questão de transmitir a experiência adquirida aos mais jovens. “Um conselho que dou para os maquinistas que estão chegando é não vir trabalhar com problemas pessoais na cabeça. Venha com a mente tranquila e focada. Quando você entra na cabine, milhares de pessoas dependem do seu trabalho”, orienta.

Pioneirismo e tradição familiar

A trajetória de Romilda Domingas, de 53 anos, revela uma ligação com a ferrovia que antecede sua entrada na Companhia. Na infância, ela morou em Paranapiacaba, e parte de sua família, incluindo o pai e o avô, trabalhou na antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Antes de ingressar na CPTM, em setembro de 1996, Romilda trabalhou como assistente de fotografia e, na Companhia, iniciou a carreira na venda de bilhetes.

“A ferrovia já fazia parte da minha vida antes de eu nascer. Eu olhava os trens passarem e começava a me imaginar dentro daquela cabine. Até que um dia eu estava lá. O poder de conduzir aquela máquina encanta”, relembra.

Em 30 anos de carreira, Romilda operou nove modelos de trem, atuou nas linhas 7-Rubi e 10-Turquesa e consagrou-se como uma das primeiras mulheres a conduzir composições nesses trechos. “O trabalho da mulher não é diferente do homem, mas sinto que temos um olhar cuidadoso. Quando os passageiros percebem uma mulher no comando, eles acolhem, e isso dá ainda mais confiança para seguir em frente.”

Foto: Reprodução/Secom SP

Tradição que atravessa gerações

A paixão pelos trilhos também é herança de família para André Piovesana, maquinista há 15 anos. Ingressando na CPTM em 2011, aos 23 anos, como auxiliar de supervisão de trens, André deu continuidade a uma linhagem iniciada por seu avô em 1942 e seguida por seu pai, irmão e outros familiares.

Foto: Reprodução/Secom SP

“A ferrovia faz parte da história da minha família há muitas décadas. É uma tradição que carrego com muito orgulho, respeito e dedicação”, afirma André, que já conduziu seis modelos de trem nas linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, destacando a Série 9500 como a mais confortável e tecnológica de sua jornada. “Não me vejo fora do setor. Projeto muitos anos ainda na cabine.”

Compromisso diário com a mobilidade

Atualmente, o quadro de operação da CPTM conta com 926 maquinistas, responsáveis por percorrer os cerca de 53,5 km de malha operados diretamente pela companhia, garantindo o transporte diário de milhares de passageiros na Região Metropolitana de São Paulo.

Seja diante dos avanços tecnológicos ou das novas exigências operacionais, o compromisso com a segurança e com os passageiros permanece o pilar central da profissão. Neste Dia do Maquinista, a CPTM reconhece e parabeniza todos os profissionais que conduzem a história da mobilidade sobre trilhos.

Sobre a CPTM

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos é uma operadora de transporte ferroviário de passageiros, com 1,2 milhão de passageiros transportados por dia útil. Diariamente, os trens percorrem cerca de 53,5 mil km, ou 1,3 volta em torno da Terra, em 1.551 viagens programadas. Juntas, as quatro linhas da CPTM somam 142 km de extensão, dos quais 74 km estão na capital paulista, que também conta com 18 estações do total de 41. A CPTM atende os moradores de 12 municípios, incluindo a capital.