Cidades Teresina-PI
Operação em Teresina prende suspeitos de envolvimento no assassinato da influenciadora Rafaella Cabral
Deflagrada pela SSP-PI, ação mirou organização criminosa responsável por tráfico, homicídios e “tribunal do crime” na capital
09/10/2026 09h29
Por: Portal Verdes Campos Sat
Uma operação integrada da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) prendeu suspeitos de integrar a organização criminosa investigada pelo assassinato da influenciadora digital Rafaella Freire Cabral, de 22 anos. A ofensiva policial cumpriu nove mandados judiciais em Teresina, resultando na captura de alvos no bairro Angelim, localizado na Zona Sul da capital, além da apreensão de entorpecentes e do veículo utilizado no dia do homicídio.
 
A jovem influenciadora foi morta a tiros em 20 de setembro de 2026, nas dependências do Clube de Engenharia, situado no bairro Satélite, na Zona Leste de Teresina. De acordo com as investigações lideradas pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a primeira prisão do caso ocorreu cerca de uma semana antes da operação. A delegada Nathália Figueiredo explicou que essa captura inicial foi um passo fundamental para o avanço dos trabalhos, permitindo a coleta de novas provas e o mapeamento dos demais envolvidos na execução.

Imagens capturadas por câmeras de segurança na data do crime foram cruciais para que a Polícia Civil identificasse os executores. Os registros em posse do DHPP mostram o momento exato em que Rafaella Cabral foi abordada e levada pelos suspeitos para uma área isolada do clube, local onde os disparos foram efetuados. Com o avanço das diligências, a polícia localizou e apreendeu o automóvel que deu suporte logístico ao grupo no dia do assassinato.

A Polícia Civil informou que o grupo criminoso investigado possui uma estrutura hierárquica bem definida, com uma clara divisão de funções entre os seus integrantes. A organização atua fortemente no tráfico de drogas e em homicídios em diferentes regiões de Teresina, mantendo o controle das comunidades por meio da intimidação de moradores e de pichações em muros para demarcar territórios e impor regras próprias.
 
 
Além disso, as investigações apontam que a célula criminosa realizava o chamado "tribunal do crime". A prática, recorrente em facções que tentam estabelecer um poder paralelo, consiste na aplicação de punições e julgamentos clandestinos decretados contra pessoas que, sob a ótica dos criminosos, descumprem as normas estipuladas pela organização naquelas áreas. Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados para os procedimentos legais na sede do departamento especializado.