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Assessment apoia decisões em cenário de alta rotatividade
Com rotatividade de 52% ao ano e 80% dos empregadores brasileiros relatando dificuldade para encontrar profissionais qualificados, empresas recorrem ao assessment para reunir dados que apoiem decisões de contratação, desenvolvimento, mobilidade in...
06/10/2026 09h59
Por: Redação Portal Verdes Campos Sat Fonte: Agência Dino

O mercado de trabalho brasileiro reúne dois desafios em 2026. De um lado, a taxa de rotatividade que quase alcança os 52% ao ano, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De outro, a dificuldade das empresas em encontrar profissionais com as competências necessárias: a escassez de talentos no Brasil atinge 80%, superando a média mundial (72%), conforme indica a Pesquisa de Escassez de Talentos do ManpowerGroup.

Este cenário leva empresas a revisarem suas práticas de gestão de pessoas. Para apoiar decisões relacionadas à adaptação e à alocação de talentos, organizações têm recorrido ao assessment como um instrumento de mapeamento de competências.

A avaliação analisa o profissional para além do currículo e de entregas passadas, por meio de diferentes métodos. Testes comportamentais, entrevistas, dinâmicas, simulações, avaliações e estudos de caso podem ser combinados conforme o objetivo da empresa.

O que define a metodologia não é o formato, e sim a abordagem: reunir informações sobre competências técnicas e comportamentais, como capacidade de adaptação, potencial de desenvolvimento e aderência ao contexto organizacional, para gerar dados comparáveis e ampliar as informações disponíveis para a tomada de decisão.

Essa leitura ampliada pode ajudar a identificar possíveis desalinhamentos antes de uma movimentação profissional. Um trabalhador pode ter o repertório técnico exigido pela vaga, mas não apresentar as competências comportamentais necessárias para lidar com as situações que aquela função impõe, como gestão de conflitos, tomada de decisão sob pressão ou liderança de equipes. Outro pode ser promovido por entregar bons resultados na posição atual, sem que haja análise de sua prontidão para as responsabilidades da nova função. Nesse contexto, o assessment acrescenta dados à avaliação de decisões de contratação, promoção e mobilidade.

"Sem dados estruturados, decisões sobre pessoas tendem a se apoiar em percepções. O uso dessa metodologia muda esse cenário ao oferecer um mapa real de cada profissional, aumentando a consistência de escolhas sobre contratação, desenvolvimento e sucessão", afirma Wilma Dal Col, diretora da Right Management, vertical do ManpowerGroup, consultoria global de soluções em RH.

Com esse nível de leitura, as informações podem orientar diferentes decisões ao longo da jornada do colaborador. Na seleção, fornecem informações adicionais sobre a aderência dos candidatos ao contexto do negócio. Na mobilidade interna, ajudam a avaliar quem apresenta prontidão para assumir novas posições ou integrar planos de sucessão.

No desenvolvimento, os resultados permitem estruturar planos direcionados às lacunas de competência identificadas na avaliação e estabelecer prazos de evolução. O diagnóstico também pode servir de base para definir prioridades de capacitação conforme as necessidades identificadas.

A eficácia da estratégia, no entanto, depende do uso contínuo dessas informações. Quando integradas à rotina de gestão, elas deixam de ser pontuais e podem compor um histórico para apoiar decisões futuras.

"Muitas organizações são surpreendidas por demandas de sucessão sem ter o embasamento necessário para agir. Quando o mapeamento é contínuo, a decisão parte de dados já consolidados, e não de uma corrida para reunir informações de última hora", explica Wilma.

Em um cenário de alta rotatividade e dificuldade para encontrar profissionais com as competências necessárias, o mapeamento contínuo pode ampliar as informações disponíveis para decisões sobre contratação, desenvolvimento, mobilidade e sucessão.