A nova pesquisa de intenção de voto do instituto BTG/Nexus aponta um cenário de forte acirramento para a eleição presidencial de 2026. Em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 45%, o que configura um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em relação ao levantamento anterior, ambos os pré-candidatos oscilaram um ponto para baixo, enquanto os votos brancos, nulos ou na opção "nenhum" subiram para 7%, e a taxa dos que não souberam ou não responderam manteve-se em 1%.
O equilíbrio numérico se repete em outros confrontos diretos de segundo turno avaliados pela pesquisa. Em uma disputa contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula e o governador de Goiás aparecem empatados com 45% das intenções de voto cada. Já contra o escritor Augusto Cury, o atual mandatário soma 44% frente aos 43% do adversário. A vantagem do petista só supera a margem de erro nas simulações contra o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), com placar de 47% a 41%, e contra Renan Santos (Missão), em que Lula atinge 47% ante 39% do cofundador do MBL.
No cenário de primeiro turno estimulado, a proximidade entre os dois primeiros colocados se mantém: Lula registra 40% das intenções de voto contra 37% de Flávio Bolsonaro. Na sequência, aparecem Augusto Cury (6%), Ronaldo Caiado (5%) e Renan Santos (3%), enquanto Romeu Zema e Samara Martins (UP) marcam 1% cada. Outros cinco postulantes — Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (DC) — pontuaram abaixo de 1%. Já na modalidade espontânea, na qual os nomes não são apresentados aos entrevistados, Lula lidera com 40%, abrindo seis pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, que marca 34%.
A pesquisa mediu ainda o potencial de voto e os índices de rejeição dos pré-candidatos. Lula lidera no quesito "é o único em quem votaria", somando 37% das indicações, ante 30% do senador do PL. Por outro lado, a rejeição a ambos é expressiva e praticamente idêntica: 50% dos eleitores afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto 49% declaram o mesmo em relação a Lula. Apesar do equilíbrio nas intenções de voto, 54% dos entrevistados acreditam que o atual presidente vencerá a disputa e conquistará um quarto mandato, contra 36% que apostam na vitória de Flávio. Na preferência declarada, 38% desejam a reeleição de Lula, 37% preferem Flávio ou outro indicado por Jair Bolsonaro, e 21% optam por uma alternativa de terceira via.
O levantamento avaliou também a percepção do eleitorado sobre a gestão do governo federal. A desaprovação ao terceiro mandato de Lula atingiu 50%, enquanto a aprovação ficou em 46%. Na avaliação detalhada, 45% dos entrevistados classificam o governo de forma negativa — divididos entre péssimo (38%) e ruim (7%) —, ao passo que 35% avaliam a gestão de forma positiva (20% bom e 15% ótimo) e 18% a consideram regular. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-00485/2026, a pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.006 pessoas entre os dias 18 e 20 de setembro, com nível de confiança estimado em 95%.