Polícia Conflito de vizinhos
Discussão motivada por perturbação sonora termina com disparo de arma de fogo e advogado preso
Um advogado foi preso em flagrante após efetuar um disparo de arma de fogo contra o próprio vizinho durante uma discussão acalorada gerada por reclamações a respeito de som alto.
31/08/2026 09h24
Por: Emanuel Lucas
Foto: Reprodução/Internet

O que começou como um desentendimento corriqueiro sobre barulho e perturbação do sossego em uma área residencial, evoluiu rapidamente para um cenário de violência extrema e tentativa de homicídio.

De acordo com as informações apuradas pela Polícia Militar e a Polícia Civil do Distrito Federal e por testemunhas que presenciaram a cena, a confusão teve início quando um morador decidiu tirar satisfação sobre o volume excessivo de som emitido em uma residência vizinha. O vizinho registrou um vídeo do momento em que foi até a casa de Silas Cassimiro Dias, localizada no Conjunto 5 do Setor de Mansões de Taguatinga, no Distrito Federal, e, ao fazer a solicitação, foi alvo de tiros.

Em meio ao ápice da discussão, o clima de hostilidade se intensificou a ponto de o morador apontado como autor da infração — que atua profissionalmente na área da advocacia — sacar uma arma de fogo. Sem hesitar diante da escalada do conflito, o profissional disparou contra o vizinho que realizava a cobrança por silêncio.

Apesar da gravidade do ato e da proximidade do disparo, a vítima não foi atingida de forma letal, conseguindo escapar de ferimentos mais graves por pouco. Câmeras de segurança instaladas no local registraram toda a dinâmica da briga e o momento exato do tiro, imagens estas que rapidamente passaram a circular nas redes sociais e serviram como prova cabal para a atuação policial.

Autoridades policiais foram acionadas às pressas por outros moradores assustados com o estampido e com a situação de risco no condomínio. Os agentes chegaram rapidamente ao endereço, efetuaram a prisão em flagrante do advogado e apreenderam a arma de fogo utilizada na tentativa de agressão. O suspeito foi conduzido sob escolta para uma delegacia da região, onde permaneceu à disposição da Justiça para responder criminalmente pelos atos cometidos.

O episódio reacendeu o debate sobre a intolerância em áreas residenciais e os perigos do porte e uso imediato de armas de fogo em conflitos cotidianos de vizinhança.