Uma operação policial deflagrada em Teresina desarticulou um grupo especializado em fraudes eletrônicas que invadia sistemas de operadoras de telefonia para cometer crimes em diversos estados do país. A investigação apontou que a capital piauiense abrigava o núcleo central das operações ilícitas.
O Modus Operandi da Fraude
De acordo com as autoridades de segurança, o esquema funcionava a partir de uma residência na Zona Sul da capital, apelidada pelos investigadores de "Casa da Fraude". No local, os suspeitos capturavam dados cadastrais, CPFs e informações biométricas de cidadãos para burlar os protocolos de segurança das empresas de telecomunicação.
O principal método utilizado era o SIM Swap (ou troca ilegal de chip), que consiste na transferência não autorizada da linha telefônica de um cliente legítimo para um cartão controlado pela organização criminosa.
- Acesso total: Com o controle do número de telefone em mãos, os criminosos interceptavam códigos de verificação enviados por SMS.
- Prejuízos em série: A partir daí, o grupo conseguia invadir contas bancárias, realizar transferências indevidas, efetuar compras com cartões das vítimas e assumir o controle de perfis em aplicativos como o WhatsApp para pedir dinheiro a familiares.
Desdobramentos da Investigação
As ações policiais resultaram no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra os principais líderes do esquema. As apurações apontam que dezenas de pessoas em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina foram afetadas pelas fraudes, gerando prejuízos expressivos.
A Polícia Civil reforça o alerta para que os cidadãos redobrem os cuidados com o fornecimento de dados pessoais e biometria a desconhecidos, além de orientarem a população a procurar imediatamente as operadoras e delegacias especializadas caso percam o sinal do celular de forma repentina.