Uma mansão de 2.110 metros quadrados localizada no Lago Sul, uma das áreas mais nobres da capital federal, transformou-se no epicentro de uma complexa investigação da Polícia Federal (PF). O imóvel, alugado desde 2024 pela empresária e lobista Roberta Moreira Luchsinger, era utilizado como base estratégica para reuniões políticas e de negócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ambos são investigados por suspeita de tráfico de influência
Roberta Moreira Luchsinger é diretora da RL Consultoria e Intermediações S.A. e ficou conhecida por sua proximidade com o presidente Lula e com seu filho, Lulinha
Nos últimos meses, Roberta passou a ser investigada na operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS
Os bastidores da residência fortificada, situada em um condomínio fechado com acesso estrito e cujo aluguel estimado na região chega a R$ 240 mil por ano, vieram à tona após revelações de uma ex-empregada doméstica. Zildeni Souza, que trabalhou no local por sete meses entre 2024 e 2025, relatou à imprensa e à Justiça do Trabalho que o espaço nunca funcionou como moradia permanente
A rotina da propriedade, que conta com piscina, jardim cinematográfico, churrasqueira e um escritório estratégico, veio à tona após virar alvo de uma disputa trabalhista. De acordo com Zildeni, a mansão nunca funcionou como uma residência familiar
A ex-empregada move uma ação contra a empresa RL Consultoria e Intermediações S.A., administrada por Luchsinger. O processo tramita na 10ª Vara Cível de Brasília e foi distribuído em 30 de março de 2026. A ex-empregada afirma que Luchsinger não cumpriu uma promessa de lhe dar uma casa no Itapoã, no Distrito Federal, avaliada em R$ 290 mil. A ação pede indenização por ruptura abusiva de negociação e danos morais