A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um líder religioso condenado por abusar sexualmente frequentadores do seu centro espírita ao longo de cerca de dez anos. A prisão, ocorreu em Jacarepaguá por agentes da 32ª DP (Taquara), na Zona Oeste do Rio de Janeiro e o homem foi identificado como Leonardo Campello Ribeiro.
Segundo os policiais, o homem foi localizado enquanto caminhava pela região onde morava e não ofereceu resistência no momento em que foi abordado e preso.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, havia contra ele um mandado de prisão por violação sexual mediante a fraude em série. As investigações apontam que Leonardo usada da posição de liderança religiosa do centro espírita que comandava para convencer tanto homens quanto mulheres a praticarem atos sexuais sob o argumento de que isso proporcionaria "benefícios espirituais".
Os crimes aconteciam no próprio centro espírita, que é localizado na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. O local, era administrato por Leonardo ao lado de Marcelo Antonio Marques Prazeres, preso em março deste ano também acusado de participar dos abusos.
Conforme a investigação da Polícia Civil, os dois manipulavam psicologicamente as vítimas falando para as mulheres a manter celibato e evitar relações com os próprios maridos, enquanto eram convencidas a manter relações sexuais com os líderes do centro.
Para a Polícia Civil, os frequentadores eram submetidos a uma condição de exploração e transformados em "escravos sexuais".
Além dos abusos sexuais, as investigações também apontaram que a dupla explorava financeiramente os fiéis.
As doações recebidas para o centro religioso, segundo a polícia, eram utilizadas desviados e utilizados em benefício próprio, incluindo viagens internacionais e outras despesas pessoais.
Outro ponto destacado pela apuração da Polícia Civil é que Leonardo, além de líder religioso, se apresentava como psicólogo, apesar de não possuir formação na área.
Após a prisão, em Jacarépagua, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que Leonardo já foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O iG tentou contato com a defesa de Leonardo Campello Ribeiro, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.