O casal suspeito de retirar blocos de concreto de uma obra pública na Avenida Pinheiro Machado, em Parnaíba, no litoral do Piauí, prestou depoimento à Polícia Civil nesta segunda-feira (3) e devolveu o material retirado do local.
Segundo a 2ª Delegacia Seccional de Parnaíba, os dois compareceram espontaneamente à unidade policial, onde foram ouvidos na condição de investigados. O caso ganhou repercussão após um vídeo gravado por um morador mostrar o momento em que os blocos eram colocados em um veículo durante a noite da última sexta-feira (31).
De acordo com a investigação, os pavimentos intertravados pertencem ao patrimônio público e estavam armazenados para serem utilizados nas obras de revitalização da Avenida Pinheiro Machado.
Durante o interrogatório, o casal afirmou que não teve a intenção de cometer furto. Segundo os investigados, eles acreditavam que a obra já havia sido concluída e que os blocos restantes não seriam mais utilizados. Ainda conforme o depoimento, o material foi devolvido ao mesmo local ainda na noite do ocorrido, fato que teria sido registrado em vídeo e apresentado aos policiais.
A Polícia Civil informou que o caso continua sendo investigado para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência. A conduta poderá ser analisada, em tese, como furto qualificado-privilegiado, hipótese prevista na legislação quando há restituição do bem e preenchimento de determinados requisitos legais.
Antes da apresentação espontânea do casal, o delegado Ayslan Magalhães utilizou as redes sociais para convocar os envolvidos a comparecerem à delegacia. Na publicação, ele mencionou o artigo 16 do Código Penal, que trata do arrependimento posterior e prevê redução de pena quando o autor repara o dano ou devolve voluntariamente o bem antes do recebimento da denúncia.
A Polícia Civil destacou que os investigados não possuem antecedentes criminais e demonstraram arrependimento ao restituir o material. A corporação também agradeceu à população pela colaboração no caso e orientou que registros de possíveis crimes sejam encaminhados diretamente às autoridades, evitando a divulgação indiscriminada nas redes sociais para não prejudicar as investigações.