A Seleção Brasileira feminina de vôlei voltou a esbarrar na barreira da grande final e acumulou mais um capítulo de frustração em sua história na Liga das Nações (VNL). Na manhã deste domingo (26), a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães foi derrotada pela Turquia por 3 sets a 1 (parciais de 25/23, 23/25, 24/26 e 21/25), em Macau, ficando com a medalha de prata.
O resultado coroa o quinto vice-campeonato do Brasil em oito edições do torneio, mantendo o incômodo tabu de que a seleção ainda não sabe o que é levantar a taça da competição intercontinental (tendo perdido as finais de 2019, 2021, 2022, 2025 e agora 2026). Para as turcas, a vitória sacramentou o bicampeonato da VNL (repetindo o feito de 2023) e serviu como um "troco" simbólico pelo revés sofrido na disputa pelo bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
O Filme da Final: começo promissor e decisão nos detalhes
O duelo começou favorável ao time sul-americano. Contando com uma inspirada Ana Cristina, que chamou a responsabilidade desde os primeiros ralis, o Brasil impôs volume de jogo e fechou o set inicial em 25 a 23, suportando uma tentativa de reação das europeias na reta final.
No entanto, a partir da segunda parcial, o panorama tático mudou. A Turquia ajustou o sistema defensivo, diminuiu os erros e encontrou o caminho para neutralizar a linha de passe brasileira. Com parciais extremamente renhidas, as turcas buscaram o empate ao vencer o segundo set por 25 a 23.
Foto: Reprodução/Internet
O terceiro set foi o ponto de inflexão psicológica da partida. O Brasil esteve perto de retomar a vantagem em vários momentos, mas falhou em momentos cruciais de definição. Numa reta final dramática, a Turquia levou a melhor por 26 a 24, virando o placar geral do confronto.
No quarto e último set, sentindo o desgaste físico e a pressão do bloqueio adversário — que funcionou muito bem nos momentos de contra-ataque —, o Brasil tentou uma última cartada com mexidas e volume defensivo, mas não conseguiu conter o ímpeto turco. Fechando em 25 a 21, a Turquia sacramentou a conquista.
O Fator Melissa Vargas e o Desempenho Coletivo
Se o coletivo brasileiro sofreu com a oscilação na distribuição das jogadas e com a perda de intensidade ao longo das trocas de bola, individualmente o jogo teve um nome incontestável: Melissa Vargas.
- A Atuação de Gala de Vargas: A oposta turca foi uma verdadeira força da natureza em quadra. Imparável no ataque, Vargas pontuou de todas as formas possíveis e terminou a final com impressionantes 33 pontos, sendo coroada o grande destaque da decisão e o motor do bicampeonato de seu país.
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- A Resistência Brasileira: Pelo lado do Brasil, Ana Cristina lutou bravamente e terminou como a maior pontuadora da equipe nacional, com 25 acertos, apoiada por nomes como Rosamaria e Kisy, que tentaram suprir as ausências de peso que desfalcaram o grupo de Zé Roberto nesta reta final de VNL.
- Nos fundamentos, os erros pesaram na balança: as turcas marcaram 17 pontos em falhas cometidas pelo Brasil, contra 12 cedidas pelo time europeu, além de levarem leve vantagem no bloqueio (14 a 13).
Próximos Passos no Ciclo
Apesar da frustração de bater na trave mais uma vez na VNL, a Seleção Brasileira feminina encerra a campanha de cabeça erguida e foca imediatamente nos próximos desafios do calendário.
O grupo comandado por José Roberto Guimarães já mira o Campeonato Sul-Americano, que acontecerá entre os dias 8 e 13 de setembro, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. O torneio continental ganhou ainda mais peso neste ciclo, pois garantirá vaga direta aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 para a seleção campeã.