Especiais RESISTÊNCIA
Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha: união e protagonismo ancestral
Instituído para dar visibilidade às pautas e trajetórias femininas negras, o marco de julho relembra figuras fundamentais para a liberdade e a cultura do continente.
25/07/2026 11h05
Por: Alline Portela

Hoje, 25 de julho, é o Dia Internacional da Mulher Negra Latina e Caribenha e, no âmbito nacional, o Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Ambas as datas convergem para dar visibilidade às pautas, resistências e conquistas das mulheres negras, unindo o enfrentamento ao racismo estrutural à valorização de suas trajetórias na história e na sociedade.

A origem da data internacional remonta a 1992, quando mulheres negras de diversos países da América Latina se reuniram em Santo Domingo, na República Dominicana, durante o 1º Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas. No evento, debates fundamentais abordaram desde desafios universais — como machismo, maternidade e formação educacional e profissional — até pautas específicas, a exemplo do preconceito racial e das desigualdades enfrentadas em relação às mulheres brancas.

No Brasil, a data foi formalmente instituída no calendário nacional em 2 de junho de 2014, por meio da Lei Nº 12.987, que homenageia a histórica líder quilombola Tereza de Benguela.

 

 

Quem foi Tereza de Benguela?

Conhecida como a rainha do Quilombo de Quariterê, localizado no Mato Grosso, Tereza de Benguela assumiu a liderança da comunidade após a morte de seu companheiro, no século XVIII. Ela organizou o funcionamento interno do quilombo com normas próprias e esteve à frente da resistência contra os ataques de colonizadores portugueses até ser assassinada em 1770.

 

Protagonismo histórico e latino-americano

A data também serve para descentralizar a narrativa histórica tradicional, frequentemente eurocêntrica, destacando o protagonismo de mulheres negras que marcaram a história da América Latina e do Caribe em diferentes épocas e áreas de atuação: