Nesta quinta-feira, 23 de julho, a Igreja Católica celebra o Dia de Santa Brígida, uma das figuras religiosas mais marcantes da Idade Média.
Nascida em 1303 na Suécia (como Brígida Birgersdotter), em uma família da nobreza caracterizada pela profunda religiosidade, ela dedicou sua vida à fé e à edificação de obras comunitárias e monásticas no continente europeu.
Ainda na adolescência, Brígida foi prometida em casamento ao príncipe de Nerícia, Wulfton. Movida por sua fé, a jovem empenhou-se na conversão do esposo, que mantinha costumes pagãos e uma rotina distante dos preceitos cristãos. Após anos de orações e dedicação, Wulfton converteu-se ao cristianismo.
A trajetória de evangelização de Brígida ganhou ainda mais força após a morte de Wulfton. Já viúva e mãe de oito filhos, ela voltou seus esforços para a criação de ordens religiosas — uma voltada para mulheres e outra para homens.
Com o apoio formal do rei da Suécia, a religiosa expandiu sua obra e contribuiu para a fundação de aproximadamente 78 mosteiros espalhados por diversos países da Europa.
Santa Brígida faleceu no próprio dia 23 de julho de 1373, aos 71 anos, no retorno de uma peregrinação à Terra Santa, data que passou a ser consagrada em sua memória no calendário litúrgico.