A Polícia Civil do Estado do Piauí, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), concluiu o inquérito policial sobre a tentativa de subtração de uma bebê recém-nascida. O crime ocorreu no dia 6 de julho, no interior de uma maternidade em Teresina.
A acusada, uma mulher de 42 anos identificada pelas iniciais A. D. S. R., foi oficialmente indiciada pelo crime previsto no artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei nº 8.069/1990). Ela segue presa preventivamente e à disposição da Justiça.
De acordo com os elementos colhidos na investigação, a indiciada utilizou-se de sua condição profissional para facilitar o crime. Mesmo em seu dia de folga, ela entrou na unidade hospitalar vestindo o uniforme da maternidade.
Sob o falso pretexto de que levaria a recém-nascida para exames de rotina, ela convenceu os familiares a lhe entregarem a bebê. Na sequência, a mulher escondeu a criança dentro de uma bolsa e tentou sair do hospital. A ação só foi interrompida porque a tia da vítima suspeitou da movimentação, confrontou a suspeita e conseguiu localizar a bebê.
A DPCA reuniu um robusto conjunto probatório para fundamentar o indiciamento, que incluiu depoimentos de testemunhas, análise de imagens de videomonitoramento do hospital, além de provas técnicas e documentais. Dois pontos chamaram a atenção dos investigadores:
Quarto preparado: Em cumprimento de mandado na residência da investigada, os policiais encontraram um ambiente totalmente montado e equipado com objetos para receber um bebê, evidenciando que o crime foi planejado com antecedência.
Falsa gestação: A análise de dados telemáticos e de documentos médicos comprovou que a mulher vinha simulando uma gravidez ao longo de vários meses, embora não estivesse grávida.
Com a comprovação da autoria e da materialidade do crime, o inquérito policial foi devidamente encaminhado ao Poder Judiciário. O Ministério Público e a Defensoria Pública também foram formalmente notificados para que deem andamento às medidas judiciais cabíveis.