Especiais EMPATIA
Dia Mundial da Escuta propõe reflexão sobre empatia, ecologia acústica e saúde auditiva
Celebrada em 18 de julho, a data instituída pelo World Listening Project homenageia o legado de R. Murray Schafer e alerta para dados da OMS sobre perda auditiva global
18/07/2026 09h39
Por: Alline Portela
socialculture.com.br

Celebrado anualmente em 18 de julho, o Dia Mundial da Escuta joga luz sobre a urgência da escuta ativa, da empatia e da preservação dos nossos ambientes sonoros. Mais do que o simples ato biológico de ouvir, a data propõe uma imersão na forma como nos conectamos com o outro e com o espaço barulhento em que vivemos.

A efeméride foi criada em 2010 pelo World Listening Project (WLP), uma organização não governamental sediada em Chicago, nos Estados Unidos.

A escolha do dia 18 de julho é uma homenagem ao nascimento do compositor canadense R. Murray Schafer (1933). Schafer foi o pioneiro nos estudos de ecologia acústica e introduziu o conceito de "paisagem sonora", que analisa o impacto e a relação dos ruídos ambientais na vida dos seres vivos.

 

Além do som: empatia e conexão humana

Especialistas reforçam que escutar é um ato de presença. Seja no ambiente familiar, escolar, terapêutico ou corporativo, a prática da escuta empática se consolidou como uma ferramenta indispensável para o fortalecimento de vínculos, mediação de conflitos e promoção do bem-estar emocional.

Para engajar a sociedade, a data costuma inspirar uma série de atividades educativas e manifestações artísticas globalmente. Entre as principais iniciativas estão a realização de passeios sonoros urbanos, oficinas voltadas à preservação acústica e dinâmicas de atenção plena (mindfulness).

 

O alerta da OMS para a saúde do ouvido

Além do pilar comportamental e ecológico, o Dia Mundial da Escuta cumpre um papel crucial na saúde pública. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam um cenário alarmante: aproximadamente 20% da população do planeta convive com algum grau de perda auditiva. Além disso, o zumbido — sintoma que afeta diretamente a comunicação e a qualidade de vida — já foi experimentado por 14,4% dos adultos.

A OMS reitera que grande parte dos diagnósticos, especialmente na infância, poderia ser evitada. Campanhas de conscientização focadas em medidas preventivas, como a vacinação regular e o controle rigoroso de infecções, são apontadas como caminhos fundamentais para mitigar o problema.

Ao final, o 18 de julho consolida-se como um manifesto para que a sociedade aprenda a valorizar o silêncio e a construir ambientes onde todas as vozes tenham relevância, gerando relações mais saudáveis e humanas.