Uma megaoperação integrada das forças de segurança resultou na morte de dois suspeitos em confrontos e na prisão de um terceiro homem na região da Baixada Maranhense. A ação, confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), ocorre em resposta ao brutal assassinato de Samira Costa Correia, que estava grávida, e de seu filho, Yan Kaleb Costa Santos, de apenas 4 anos. As vítimas foram mortas e tiveram os corpos carbonizados na noite de sexta-feira (10), no povoado Olho d’Água dos Bodes, zona rural de São João Batista.
Durante as diligências ininterruptas no fim de semana, as equipes policiais localizaram Joelson Braga Araújo no povoado Arrebenta. Ele, que já era monitorado por tornozeleira eletrônica pela Justiça por crimes anteriores, reagiu à abordagem, entrou em confronto com os policiais e morreu no local.
Pouco tempo depois, um segundo suspeito, identificado como David João Gaspar Penha, o “Mucurão”, também empunhou armas contra as guarnições ao ser localizado. Houve troca de tiros, e ele foi baleado e morreu. Um terceiro homem, identificado como Mateus Costa Pinheiro, foi preso em flagrante por suspeita de envolvimento no crime.
A operação conta com o apoio de equipes especializadas das Polícias Civil e Militar, da Perícia Oficial, do Centro Tático Aéreo (CTA) e de setores de inteligência, que continuam em campo atrás de outros possíveis envolvidos.
A principal hipótese investigada pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) é de que a barbárie tenha relação direta com a guerra entre facções criminosas locais. De acordo com o delegado-geral da PC-MA, Augusto Barros, os agentes analisam diferentes versões coletadas nas primeiras horas de depoimentos.
Entre as linhas de investigação, apura-se se Samira tinha ligações com membros de alguma organização criminosa.
Hipótese 1: A vítima possuía relação com um homem que teria trocado de facção rival, tornando-se alvo de retaliação.
Hipótese 2: A mulher teria integrado uma facção e cometido uma suposta traição, sendo alvo de uma "decretação" de morte (vingança ordenada pela cúpula do grupo).
Apesar dos fortes indícios de execução por faccionados, o delegado-geral ponderou que nenhuma linha de investigação foi fechada em definitivo. "A gente precisa manter várias possibilidades sobre a mesa para não se prender a uma única hipótese e fechar os olhos para provas que possam surgir de outros lados", pontuou Barros. O caso segue sob segredo investigativo para garantir a elucidação total dos fatos.