Esportes Copa do Mundo
Em Vancouver, Suíça derrota nos pênaltis a Colômbia após 120 minutos sem gols
Em um jogo pegado e com muitas oportunidades desperdiçadas, a Suíça consegue vaga para as quartas de final de uma Copa depois de 72 anos
08/07/2026 21h26
Por: Emanuel Lucas
Foto: Reprodução/FIFA

A seleção da Suíça garantiu uma classificação histórica para as quartas de final da Copa do Mundo da FIFA 2026™ ao superar a Colômbia nos pênaltis, após um empate por 0 a 0 que persistiu durante todo o tempo regulamentar e a prorrogação no estádio BC Place, em Vancouver.

 

O Duelo

A partida foi marcada por um equilíbrio tático extremo, com ambas as equipes priorizando a organização defensiva. Durante os 120 minutos, as oportunidades reais de gol foram escassas. No primeiro tempo, a Colômbia assustou com um chute perigoso de Gustavo Puerta defendido por Gregor Kobel, enquanto a Suíça respondeu com finalizações de Fabian Rieder e Dan Ndoye, que pararam nas intervenções do goleiro colombiano Camilo Vargas.


Foto: Reprodução/FIFA

O segundo tempo e a prorrogação seguiram a mesma tônica de cautela, com os dois times se anulando no meio-campo. A Colômbia tentou pressionar no tempo extra, mas desperdiçou uma chance clara com Jaminton Campaz, enquanto a Suíça também ameaçou com Zeki Amdouni.

 

Decisão nos Pênaltis

A vaga foi decidida em uma emocionante disputa de penalidades:


Foto: Reprodução/FIFA

Suíça: Granit Xhaka, Zeki Amdouni, Cedric Itten e Rubén Vargas converteram suas cobranças. Manuel Akanji desperdiçou, mandando a bola por cima do travessão.

Colômbia: Juan Fernando Quintero, Jaminton Campaz e Luis Díaz marcaram. Davinson Sánchez acertou o travessão, e o goleiro suíço Gregor Kobel brilhou ao defender a cobrança de Cucho Hernández, selando o placar de 4 a 3 a favor dos europeus.

 

Significado Histórico

Esta vitória encerra um jejum de 72 anos da seleção suíça, que não chegava às quartas de final de um Mundial desde 1954. Após ser eliminada repetidamente nas oitavas de final em participações anteriores, o grupo liderado pelo capitão Granit Xhaka celebrou a quebra da "maldição" como o ponto mais alto da trajetória desta geração.