A apreensão de uma gigantesca plantação com 290 mil pés de maconha que resultou no confisco de cerca de cinco toneladas da droga em uma fazenda na zona rural de Acopiara, no interior do Ceará, ganhou novos desdobramentos. O caso passou a repercutir intensamente após o nome da empresária e ex-vereadora Maria Luiza Lima, conhecida como "Luiza Rufino" (candidata a vice-prefeita do município nas eleições de 2024), circular nas redes sociais como proprietária da área. Diante da repercussão, a família da política veio a público rechaçar qualquer envolvimento com a atividade ilícita desmantelada na última quinta-feira (29).
De acordo com Fabrício Holanda, sobrinho do real proprietário do terreno, as terras pertencem ao seu tio, João Holanda Neto, que é filho de Luiza Rufino. Fabrício explicou que o tio está em tratamento contra um câncer de pele e, por estar afastado das atividades do campo, arrendou formalmente a propriedade para outra pessoa. A defesa familiar assegura que existe um contrato registrado em cartório comprovando a locação e que o documento será entregue à polícia assim que houver uma convocação oficial. Para conter os boatos, um vídeo explicativo foi publicado nas redes sociais e já soma mais de 60 mil visualizações, reforçando que a família é idônea e que a matriarca, Luiza Rufino, trabalha vendendo leite e sequer visita a região da fazenda há 12 anos.
Por meio de nota divulgada na noite desta segunda-feira (29), a Polícia Civil do Ceará confirmou que já identificou o proprietário e o arrendatário do imóvel. No entanto, a instituição optou por não revelar as identidades e não informou se eles serão formalmente indiciados ou responsabilizados pelo cultivo ilegal neste momento. A Secretaria de Segurança Pública informou que novos detalhes serão mantidos sob sigilo temporário para não comprometer o avanço das investigações e a identificação de outros possíveis envolvidos.