Justiça Investigação
Investigações avançam no Caso Laércio Müller com prisão e transferência de suspeitos
Polícia Civil reconstrói dinâmica do homicídio, aponta motivação e localiza veículos utilizados na ocultação do corpo do empresário
30/06/2026 11h34
Por: Portal Verdes Campos Sat

O desaparecimento do empresário Laércio Müller Rocha, de 32 anos, começou a ser desvendado a partir do rastreamento de seus últimos passos. Após deixar uma casa de eventos na Beira-Rio, em Imperatriz, ele foi filmado por câmeras de segurança chegando a uma residência no bairro Parque Anhanguera, por volta das 3h38 da madrugada. Embora cerca de sete pessoas tenham estado no imóvel naquela noite, a vítima permaneceu no local apenas na companhia de três suspeitos. Segundo a Polícia Civil, Laércio foi assassinado dentro da casa após um desentendimento, em um crime que as autoridades apontam não ter sido premeditado.

Após o homicídio, os criminosos mantiveram o corpo oculto dentro da própria residência por aproximadamente 24 horas antes de realizarem o transporte. A investigação aponta que mais de um veículo foi utilizado na remoção do cadáver, e os automóveis já passaram por perícia técnica para a coleta de provas. O corpo do empresário foi localizado dias depois em um terreno no município de Davinópolis, a cerca de 17 quilômetros de Imperatriz, após moradores da região relatarem um forte odor. Os peritos constataram um avançado estado de decomposição, sinais de violência e indícios de que a vítima pode ter sido incendiada, além de encontrarem objetos pessoais como cartões bancários junto ao corpo.

Com o avanço das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva dos três envolvidos que estavam na casa. Um dos suspeitos foi localizado e detido diretamente em Imperatriz, enquanto o casal que fugiu para o Ceará foi capturado e recentemente transferido de volta para o Maranhão. Durante o interrogatório em solo cearense, os dois optaram por permanecer em silêncio. Com a transferência concluída, o homem foi encaminhado para a Unidade Prisional de Imperatriz e a mulher para a unidade prisional feminina de Carolina, permanecendo ambos à disposição do Poder Judiciário.

Atualmente, todos os três principais investigados já se encontram presos, mas os trabalhos policiais continuam. A Polícia Civil segue com as diligências para esclarecer todas as circunstâncias do crime e identificar possíveis novos envolvidos na ocultação do cadáver. Assim que o inquérito for totalmente concluído, o caso será formalmente encaminhado ao Ministério Público, que ficará responsável por analisar os fatos e oferecer a denúncia à Justiça.