Os representantes de empresas e trabalhadores do transporte rodoviário intermunicipal e interestadual devem se reunir em audiência na Justiça do Trabalho nesta sexta-feira, 26. Ofícios foram encaminhados às partes na noite desta quinta-feira, 25.
A medida visa encontrar pacificação no processo de reajuste salarial dos trabalhadores do segmento, que atualmente estão em greve. Os motoristas são contra o reajuste com ganho real de 0,85%.
A operação de transporte rodoviário intermunicipal e interestadual manteve normalidade nesta quinta-feira, 25. Sindicatos patronal e de trabalhadores confirmaram que 100% da frota esteve operante.
O movimento significa alívio para os usuários com viagens marcadas. Nessa quarta-feira, 24, uma paralisação geral dos trabalhadores, iniciada às 4 horas, gerou atrasos nas programações das empresas.
Na ocasião, motoristas e sindicalistas realizaram concentração em frente à sede da empresa Guanabara, localizada no quilômetro 4 da BR-116, em Fortaleza.
André Eskinazi, presidente em exercício do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Intermunicipal e Interestadual do Ceará (Sinterônibus), explicou ao O POVO que a medida representa a obediência do sindicato dos trabalhadores às regras da Justiça do Trabalho, que obriga a circulação de pelo menos 80% da frota prevista.
A liminar também impede a concentração/manifestação de trabalhadores e sindicalistas a pelo menos 100 metros dos endereços de empresas de ônibus e das rodoviárias.
Ainda conforme André, enquanto for possível manter 100% da frota em operação, as empresas manterão. "Temos uma decisão judicial que nos obriga a manter 80% da operação, mas nós escalamos 100% e esperamos que os funcionários comparessam".
Por outro lado, o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipal e Interestadual do Estado do Ceará (Sinteti) reclama do teor da liminar.
Na avaliação do sindicato, ela estabelece algumas determinações que acabam dificultando o processo reivindicatório da categoria. Entre esses pontos, está a exigência de que os trabalhadores mantenham uma distância mínima de 100 metros das garagens das empresas e da rodoviária.
Diante disso, o departamento jurídico do Sinteti está analisando a decisão juntamente com a diretoria para definir a melhor forma de conduzir as próximas atividades do movimento. Além disso, o sindicato também busca uma alternativa junto ao Judiciário cearense para garantir o exercício do direito de reivindicação da categoria.
Jederson Vidal, presidente do Sinteti, afirma que o Sinteti não tem qualquer interesse em causar prejuízos ou transtornos à população. Sabemos da importância do transporte rodoviário para milhares de pessoas que dependem diariamente desse serviço. Tanto que, a liminar determina a circulação de 80% da frota, mas as empresas estão operando com 100% dos veículos.
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"No primeiro dia do movimento, realizamos apenas uma paralisação pontual de algumas horas, e todas as viagens foram realizadas, registrando apenas alguns atrasos", pontua.
Ainda destaca que as propostas apresentadas pelo sindicato patronal estariam aquém da pedida dos trabalhadores, mas que seguem em busca de solução negociada.
"Lamentamos os transtornos ocasionados, mas pedimos a compreensão da sociedade para a luta desses trabalhadores que transportam vidas todos os dias, enfrentando grandes responsabilidades e longas jornadas", diz.