Trânsito MOBILIZAÇÃO
Paralisação de rodoviários reduz circulação de ônibus e afeta viagens na Rodoviária de Fortaleza
Trabalhadores do transporte intermunicipal e interestadual paralisaram atividades para cobrar reajuste salarial; cerca de 10 viagens foram impactadas
24/06/2026 10h51
Por: Alline Portela
Sistema Verdes Mares (SVM) / Isaac Macedo

O Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé, em Fortaleza, amanheceu com redução na circulação de ônibus nesta quarta-feira (24) devido a uma paralisação de trabalhadores do transporte rodoviário intermunicipal e interestadual. A mobilização causou transtornos a passageiros e afetou o embarque de ao menos 10 viagens.

O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipal e Interestadual do Ceará (Sinteti) e ocorreu após o impasse nas negociações da Campanha Salarial 2026, sem acordo entre categoria e empresários do setor. Segundo o sindicato, os trabalhadores rejeitaram propostas de reajuste consideradas insuficientes e defendem a retomada do diálogo.

A concentração teve início nas primeiras horas da manhã em frente à empresa Expresso Guanabara, e a paralisação poderia afetar operações em Fortaleza e em outras regiões do estado, como o Cariri e o norte do Ceará.

Em nota, a Expresso Guanabara informou que acompanha as negociações e afirmou ter apresentado proposta de reajuste baseada na reposição da inflação. A empresa também lamentou os transtornos causados aos passageiros e declarou que atua para reorganizar a operação e minimizar os impactos.

A paralisação foi encerrada ainda na manhã desta quarta-feira, e as operações estão sendo retomadas gradualmente ao longo do dia.

Dezenas de passageiros foram surpreendidos com a situação ao chegar à rodoviária. Muitos relataram dificuldades, como perda de compromissos e atrasos em viagens de longa distância, incluindo destinos como Camocim, Tianguá e Belém (PA). A empresa informou que está oferecendo reembolso ou remarcação das passagens.

Os passageiros afetados relataram surpresa e preocupação com a falta de aviso prévio, especialmente em viagens de longa duração e situações emergenciais.