A torcida do Japão voltou a dar um show de civilidade e respeito ao próximo na Copa do Mundo de 2026. Logo após a expressiva vitória por 4 a 0 contra a Tunísia, em Monterrey, os torcedores nipônicos não apenas comemoraram o resultado, mas também protagonizaram uma cena que já vir
ou sua marca registrada nos Mundiais: a limpeza completa das arquibancadas.Assim que o árbitro apitou o fim do jogo, os japoneses sacaram sacolas plásticas azuis, que também servem como balões de festa durante os 90 minutos e começaram a recolher copos, embalagens e restos de comida [os, os]. A ação não se limitou ao espaço que eles próprios ocuparam; os voluntários circularam por outros setores do estádio recolhendo os resíduos deixados por torcedores de outras nacionalidades.
A Filosofia por Trás do Gesto
Para os ocidentais, a atitude pode parecer surpreendente, mas para os japoneses trata-se do conceito de atarimae a ideia de fazer o óbvio, assumindo a responsabilidade social pelo espaço que se utiliza. Esse hábito é ensinado desde a infância nas escolas do Japão, onde os próprios alunos são responsáveis por limpar as salas de aula e os pátios.
O comportamento repete o que já foi visto nas Copas do Mundo de 2014, no Brasil, e de 2022, no Catar. Mais do que uma simples faxina, o ato é visto como uma demonstração de gratidão ao país anfitrião e ao esporte.
As imagens dos torcedores com as mãos na massa rapidamente viralizaram nas redes sociais, gerando elogios de fãs de futebol do mundo inteiro e consolidando o Japão como o campeão absoluto no quesito fair play e educação nas arquibancadas.